No comunicado diário sobre a crise sismovulcânica na ilha de São Jorge, o CIVISA adianta que, desde 19 de março, já foram sentidos pela população 262 sismos.

O único sismo sentido nas últimas 24 horas foi registado às 13:34 locais (14:34 em Lisboa) de quarta-feira, com epicentro a 1km de Santo Amaro e magnitude de 2,1 na escala de Richter.

O abalo foi sentido com intensidade III na escala de Mercalli Modificada na freguesia de Santo Amaro, no concelho das Velas.

O CIVISA indica que "continua acima do normal" a atividade sísmica que tem vindo a registar-se desde 19 de março naquela ilha, desde a Ponta dos Rosais até à zona do Norte Pequeno - Silveira.

Desde o início da crise sísmica, o CIVISA registou mais de 30.500 abalos em São Jorge.

A ilha mantém o nível de alerta vulcânico V4 (ameaça de erupção) de um total de sete, em que V0 significa "estado de repouso" e V6 "erupção em curso".

O sismo de maior magnitude (3,8 na escala de Richter) ocorreu no dia 29 de março, às 21:56.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os "graus de intensidade e respetiva descrição" e, quando há uma intensidade III, considerada fraca, o abalo é "sentido dentro de casa" e "os objetos pendentes baloiçam", sentindo-se uma "vibração semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados", descreve-se no 'site' do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

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