Escreve a Sic Notícias que numa das mensagens enviadas por Mário Centeno a António Domingues, o ministro dará a entender que já tinha conseguido que o polémico decreto-lei não incluísse a obrigação da entrega da declaração de património.

Noutra mensagem trocada entre Centeno e Domingues, avança a SIC, o ministro explica ao banqueiro que há atrasos no processo devido a insistências do Presidente da República na referência expressa à apresentação da declaração de património.

A mesma estação já tinha relevado, na passada sexta-feira, uma mensagem em que Centeno terá garantido a Domingues ter o aval de Costa para a não entrega da declaração.

Apesar do banqueiro não concordar com a divulgação de conversas privadas, diz a SIC Notícias que, segundo as fontes, Domingues está disponível para revelar o conteúdo das SMS à comissão de inquérito.

Os pedidos de PSD e CDS-PP para que as trocas de comunicações entre Mário Centeno e António Domingues (e-mails e SMS) integrassem os trabalhos da comissão de inquérito da CGD foram chumbados esta quarta-feira.

O motivo invocado pelos partidos que chumbaram a não inclusão dos conteúdos das comunicações terá sido o de não se enquadrar no objeto da comissão parlamentar de inquérito sobre a gestão do banco público desde o ano 2000.

No final da conferência de líderes, os dois líderes parlamentares Luís Montenegro (PSD) e Nuno Magalhães (CDS-PP) apelaram a que esta decisão seja alterada até às 18:00 de hoje, quando se reúne novamente a comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Se tal não acontecer, ambos os partidos afirmam que retirarão "todas as consequências regimentais, jurídicas e políticas" sem especificar quais.

Em declarações aos jornalistas, os líderes parlamentares do PS, Carlos César, do BE, Pedro Filipe Soares, e do PCP, João Oliveira, acusaram PSD e CDS-PP de quererem utilizar a comissão de inquérito à Caixa para criar um facto político, violando a Constituição e a lei, que não permite o acesso a comunicações pessoais.

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