“É um momento de muita tristeza, de grande emoção, é duro receber esta notícia”, disse Rui Nabeiro, fundador da Delta Cafés, em declarações à agência Lusa.

Para o empresário e comendador, o país perdeu hoje um “grande português” e um “grande político”, sublinhando ainda que Mário Soares era um “amigo de longa data”, com quem mantinha, frequentemente, conversações e trocava impressões.

“Nós sempre conversamos, sempre trocámos impressões, valia a pena conhecê-lo bem, pois era um grande português e deu muito a Portugal”, disse.

Mário Soares encontrava-se internado desde o dia 13 de dezembro, tendo sido transferido no dia 22 dos Cuidados Intensivos para a "unidade de internamento em regime reservado" do Hospital da Cruz Vermelha, depois de sinais de melhoria do estado de saúde.

No entanto, no dia 24, um agravamento súbito da situação clínica obrigou ao regresso do antigo chefe de Estado à Unidade dos Cuidados Intensivos.

No dia 31 de dezembro, dia da última atualização feita pelo hospital sobre o seu estado de saúde, Mário Soares continuava em "coma profundo", mas "estável e com parâmetros vitais normais".

Mário Soares, que morreu hoje aos 92 anos, desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.

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