No entanto, embora 96% dos brasileiros tenham consciência de que o aquecimento global é um problema mundial e 61% se digam muito preocupados com a situação, apenas 21% consideram que sabem muito sobre o assunto.

Os dados correspondem a um estudo realizado em conjunto pela organização não-governamental Instituto de Tecnologia e Sociedade, o programa da Universidade de Yale sobre comunicação de crise climática e a empresa de pesquisas Ipec Intelligence, que mediu a perceção dos brasileiros em relação ao meio ambiente e às mudanças climáticas.

Segundo o estudo, 98% dos brasileiros acreditam que as mudanças climáticas prejudicarão muito as gerações futuras e 77% afirmam que para contê-las é preciso proteger o ambiente, mesmo que isso signifique menor crescimento económico ou menos empregos.

Algo em que 13% dos pesquisados não concordaram, que insistiram em promover o avanço da economia no Brasil, mesmo que isso prejudique os ecossistemas.

O estudo também apontou que, para a maioria dos brasileiros (77%), a ação humana é responsável pelo aquecimento global.

Nesse sentido, 98% afirmaram conhecer os incêndios na Amazónia brasileira, que contribuem para a geração de gases de efeito estufa e que para 37% dos brasileiros é causado pelo comércio ilegal de madeira.

Outros 18% acham que agricultura e pecuária são os que mais contribuem para os incêndios na selva brasileira, 12% culpam os políticos e apenas 7% consideram que a mineração artesanal considerada ilegal em várias áreas é o responsável pela devastação.

Em relação aos incêndios florestais, 86% dos pesquisados consideram que prejudicam a imagem do Brasil no exterior e 50% disseram acreditar que o Governo é quem mais pode contribuir para a redução da destruição das florestas.

Entre agosto de 2020 e julho de 2021, a Amazónia brasileira perdeu 13.235 quilómetros quadrados de cobertura vegetal, a maior área degradada num período de 12 meses nos últimos 15 anos e que foi 21,97% superior ao registado no mesmo período de 2020.

A pesquisa ouviu a opinião de 2.600 maiores de 18 anos de todo o país que foram entrevistados por telefone entre setembro e novembro do ano passado e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

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