Segundo a Reuters, o número de mortos dos atentados de domingo aumentou para 321, resultante dos ataques levados a cabo por, pelo menos, sete bombistas suicidas no Sri Lanka em três igrejas cristãs e quatro hotéis. O número de feridos ultrapassa os 500 casos.

O anterior balanço era de 310 mortos e 500 feridos.

O porta-voz da polícia, Ruwan Gunasekara, deu conta da detenção de 40 pessoas no decurso da investigação aos ataques atribuídos a um grupo extremista islâmico local, o National Thowheeth Jama'ath, que as autoridades do Sri Lanka acreditam ter sido apoiado internacionalmente.

A agência Reuters confirmou junto de fontes militares e políticas que a maioria dos suspeitos detidos são cingaleses, mas que a investigação a estes homens levou à detenção de um sírio.

A ligação ao National Thowheeth Jama'ath, contudo, ainda não foi confirmada, nem esta organização reivindicou os ataques.

Hoje, terça-feira, foi declarado um dia de luto nacional no Sri Lanka, tendo a população feito durante a manhã três minutos de silêncio em homenagem aos mortos na série de atentados suicidas.

As bandeiras nacionais foram colocadas a meia-haste e as pessoas baixaram a cabeça quando começou o período de silêncio, às 08H30 locais (03H00 em Lisboa), à mesma hora em que ocorreram os ataques, há dois dias.

Na igreja de Santo Antônio de Colombo, palco do primeiro atentado na manhã de domingo, dezenas de pessoas rezaram em silêncio, com velas nas mãos e sob lágrimas. Ao fim dos três minutos de silêncio, a multidão passou a rezar em voz alta.

O Conselho de Segurança da ONU condenou esta segunda-feira os ataques no Sri Lanka e defendeu a punição dos responsáveis.

Numa declaração acordada pelos quinze Estados membros, o Conselho de Segurança sublinhou que todos os que perpetraram, organizaram, financiaram ou apoiaram os ataques devem ser responsabilizados.

O Conselho de Segurança exortou todos os governos a cumprirem suas obrigações internacionais e a cooperarem ativamente com as autoridades do Sri Lanka.

O mesmo órgão das Nações Unidas enfatizou que "qualquer ato de terrorismo é criminoso e injustificável" e que todos os Estados devem combater organizações terroristas, usando "todos os meios", mas respeitando o direito internacional e os direitos humanos.

Entre as vítimas mortais das oito explosões de domingo está um português residente em Viseu.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões no domingo de Páscoa, em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

*com agências

[Notícia atualizada às 10:32]

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