O plenário dos juízes do Supremo Tribunal da Austrália considerou que havia “uma possibilidade significativa de uma pessoa inocente ter sido condenada porque a prova não estabeleceu culpa com o nível de evidência exigido”, de acordo com a decisão à qual a agência de notícias Efe teve acesso.

A decisão não é passível de recurso.

O caso de pedofilia contra o ex-responsável das Finanças do Vaticano tem como base o testemunho de duas vítimas que o denunciaram em 2014.

Um dos acusadores morreu após o início do processo, vítima de consumo excessivo de estupefacientes.

Segundo a defesa, os dois juízes anteriores que tinham condenado o cardeal cometeram um erro ao exigir que Pell provasse a sua inocência sobre os crimes que lhe foram atribuídos.

O Supremo Tribunal também considerou que o júri “deveria ter duvidado da culpa do réu em relação a cada um dos crimes pelos quais foi condenado”.

Pell foi condenado em março de 2019 por cinco acusações de abuso sexual, incluindo uma de penetração oral, cometida contra duas crianças no coro da Catedral de São Patrício em 1996 e 1997, quando era arcebispo de Melbourne.

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