“As vacinas usadas com sucesso para conter os recentes surtos de ébola na RDC [República Democrática do Congo] não são eficazes contra o tipo de vírus ébola responsável por este surto [no Uganda]”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.

“No entanto, existem várias vacinas em fase de desenvolvimento contra este vírus, duas das quais devem iniciar os testes clínicos no Uganda nas próximas semanas aguardando-se, para isso, as autorizações do Governo do Uganda”, afirmou.

Tedros Adhanom Ghebreyesus revelou já terem sido detetados 63 casos e 29 mortes.

Acrescentando que, entre profissionais de saúde, foram verificados 10 casos, quatro dos quais acabaram por morrer.

A ministra da Saúde do Uganda, Jane Ruth Aceng Ocero, divulgou hoje, na sua página do Twitter, a morte de um anestesista de 58 anos.

“Quando há um atraso na deteção de um surto de ébola é normal que os casos aumentem constantemente no início e, depois, diminuam à medida que as intervenções de salvamento e de controlo da epidemia vão sendo implementadas”, explicou.

A doença do vírus ébola é, muitas vezes, fatal, mas agora existem vacinas e tratamentos contra essa febre hemorrágica que é transmitida aos humanos por animais infetados.

A OMS libertou dois milhões de dólares do seu Fundo de Reserva de Emergência e está a trabalhar com parceiros para ajudar as autoridades a fortalecer a resposta enviando especialistas.

Os primeiros casos foram registados no distrito de Mubende, no centro do país, antes de se espalharem para os distritos vizinhos de Kassanda, Kyegegwa e Kagadi.

O presidente Yoweri Museveni excluiu, na semana passada, qualquer confinamento, dizendo que o país tinha capacidade para conter o surto.

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