As tensões aumentaram no Estreito de Taiwan à medida que os Estados Unidos (EUA) intensificaram o envolvimento oficial com as autoridades daquela ilha, que a China considera parte do seu território nacional.

Na segunda, terça e quarta-feira, o Exército de Libertação do Povo Chinês enviou dois aviões, de acordo com declarações do Ministério da Defesa Nacional de Taiwan. Em resposta, o lado taiwanês enviou patrulhas aéreas, disse o ministério.

Na semana passada, a China enviou um total de 37 aviões de guerra, incluindo bombardeiros e caças, para o Estreito de Taiwan, como sinal de aviso, durante a visita à ilha de um alto responsável do Departamento de Estado dos EUA.

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, permaneceu desafiadora, visitando uma base militar na terça-feira e encorajando os soldados, em particular pilotos e tripulantes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joseph Wu, disse em julho que os exercícios militares chineses aumentaram em frequência e que se tornaram "virtualmente uma ocorrência diária".

A China aumentou a pressão diplomática e militar sobre o Governo de Tsai por causa da sua recusa em aceitar que a ilha seja considerada território chinês.

A grande maioria dos taiwaneses rejeita a perspetiva de união política com a China sob a estrutura de "um país, dois sistemas", usada para Hong Kong e Macau.

Após a eleição de Tsai em 2016, a China procurou isolar o seu Governo e eliminar os aliados diplomáticos da ilha, aumentando a pressão política, militar e económica.

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