Durante uma manifestação, em Braga, no âmbito da greve climática global, Catarina Martins foi questionada, inúmeras vezes, sobre o caso de Tancos, em concreto sobre as críticas da direita ao PCP e BE por terem aprovado o relatório da comissão de inquérito e também sobre as declarações de Rui Rio neste processo.

"Eu acho que é extraordinariamente grave a acusação do Ministério Público e digo que olhando para a acusação do Ministério Público já é suficientemente grave para termos que fazer especulações sobre matérias que não conhecemos porque isso é talvez, enfim, até desviar de acusações que temos que saber e de certezas que temos de ter", respondeu.

A declaração surgiu após lhe perguntarem se acreditava que o primeiro-ministro não sabia do encobrimento da recuperação do armamento roubado em Tancos, uma vez que a acusação do Ministério Público diz que o então ministro da Defesa, Azeredo Lopes, tinha conhecimento, apesar de sempre o ter negado.

Sobre a comissão de inquérito, a líder do BE reiterou o que já tinha dito na quinta-feira, que o relatório foi aprovado com base nos factos que à altura se conheciam.

"O Ministério Público não diz que o parlamento conhecia factos e que os ocultou. Não, diz que houve gente a mentir à comissão parlamentar de inquérito", observou.

Apesar da insistência dos jornalistas nas perguntas sobre este caso, Catarina Martins praticamente não saiu do guião e repetiu, com ligeiras alterações, aquilo que pretendia dizer sobre o tema.

"O que diz a acusação do Ministério Público é que houve quem estivesse estado na comissão parlamentar de inquérito, nomeadamente o ex-ministro da Defesa, e que não disse a verdade. Se a acusação se comprova, é de um enorme gravidade que um ministro tenha mentido numa comissão de inquérito", defendeu.

Segundo a coordenadora do BE, "as comissões de inquérito não aprovam relatórios com base em desejos de nenhum partido” mas, sim, “com base nos factos".

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