"Penso que Tancos não deve entrar na campanha", disse André Silva, quando questionado à margem de uma ação de campanha, junto a um olival intensivo, em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

Para o também cabeça de lista do PAN por Lisboa, o caso "sempre esteve envolvido numa enorme opacidade", considerando que o envolvimento do nome do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "é uma especulação", não querendo "comentar sobre algo que é especulativo".

"Não queria alimentar mais ruído em torno de um caso que precisa de muitos mais esclarecimentos e, quando houver, estarei disponível para comentar algo concreto e objetivo e não para alimentar mais especulações", acrescentou.

Na terça-feira, em Nova Iorque, o Presidente da República reiterou nunca ter sido informado, por qualquer meio, sobre o alegado encobrimento na recuperação das armas furtadas de Tancos, e sublinhou que "é bom que fique claro" que "não é criminoso".

"Espero que seja a última vez que falo sobre a matéria, até porque se aguarda a todo o momento a acusação, no caso de ela existir, e o que haja a investigar contra quem quer que seja, sem qualquer limitação, seja investigado", afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que se trata dos "mesmos factos, os mesmos elementos", de "há três ou quatro meses, que são reapresentados".

A estação televisiva TVI noticiou que o major da Polícia Judiciária (PJ) Militar Vasco Brazão se referiu, numa escuta telefónica, ao "Papagaio-mor do Reino", que, segundo ele, sabia de tudo.

O advogado de Vasco Brazão, Ricardo Sá Fernandes, afirmou à TVI que tal afirmação "não teve em mente atingir o Sr. Presidente da República".

"De resto, o meu representado não tem conhecimento que o Sr. Presidente da República estivesse a par dos factos relativos ao achamento do material de guerra furtado em Tancos", disse Ricardo Sá Fernandes.

O furto de armas de guerra nos paióis de Tancos foi divulgado em 29 de junho de 2017.

Um dos arguidos do processo é o ex-ministro da Defesa Nacional José Azeredo Lopes, que está proibido de contactar com os outros arguidos, com o seu ex-chefe de gabinete e com o antigo chefe de Estado Maior do Exército, general Rovisco Duarte.

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