À saída do Tribunal de Monsanto, em Lisboa, a sua advogada de defesa, Ana Lopes, limitou-se a dizer aos jornalistas que tudo correu "conforme o previsto", uma vez que já tinha sido anunciado que o arguido, que se encontra em prisão preventiva, não iria prestar declarações.

Na sessão, dirigida pelo juiz Carlos Alexandre, foram ouvidos cinco testemunhas, tendo fonte ligada ao processo adiantado que foram inquiridos cinco polícias que realizaram a investigação (em que houve buscas e ações de vigilância) e uma técnica da reinserção social.

António Laranjinha, acusado no caso do furto do material de guerra de Tancos pelos crimes de associação criminosa, tráfico e mediação de armas e terrorismo, foi também acusado num outro processo ligado ao furto de armas na PSP de Lisboa, designadamente de pistolas Glock.

A sessão de hoje da fase de instrução ocorreu um dia depois de o ex-ministro da Defesa e arguido Azeredo Lopes ter prestado depoimento durante várias horas.

Segundo a acusação do Ministério Público, a recuperação do armamento furtado dos paióis de Tancos, em junho de 2017, deve-se a um “verdadeiro pacto de silêncio entre Azeredo Lopes e os arguidos da GNR, PJM e que todos criaram sérios obstáculos à descoberta da verdade material".

Azeredo Lopes demitiu-se do cargo a 12 de outubro de 2018.

Nove dos 23 arguidos do processo de Tancos são acusados de planear e executar o furto do material militar e os restantes 14, entre eles Azeredo Lopes, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

O inquérito de Tancos investigou o furto, em 28 de junho de 2017, e as circunstâncias em que aconteceu a recuperação de grande parte do material militar, em 18 de outubro do mesmo ano.

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