“É essencial que todas as pessoas que desejam votar no Livre, que viram que o Livre trouxe conteúdo politico aos debates, que entendem a necessidade de o Livre estar no parlamento, representado da forma mais ampla possível, desejavelmente com um grupo parlamentar, que não deixem de o fazer”, apelou Rui Tavares, que esta manhã esteve numa ação de campanha na Serra de Carnaxide, concelho de Oeiras.

O cabeça de lista por Lisboa, acompanhado pelo segundo e terceiro nome na lista para este círculo, Isabel Mendes Lopes e Carlos Teixeira, subiu a uma colina e do alto da Serra de Carnaxide - cuja conservação é defendida pelo partido, travando a construção de projetos urbanísticos na área - pediu ao eleitorado para que não se sinta pressionado pela aproximação entre PS e PSD na reta final da campanha.

“Que não sintam a pressão do voto útil nos últimos dias, porque o voto útil é mesmo em ter este sentido de responsabilidade e em ter esta visão de futuro no parlamento”, vincou, insistindo que “um voto no Livre em qualquer distrito é um voto útil, é um voto construtivo”.

Insistindo na necessidade de mudança de discurso à esquerda e na convergência após o dia 30, Tavares considerou que a formação de um bloco central é indesejável, principalmente em época de aplicação dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para Tavares, “para mobilizar eleitorado de esquerda é necessário que outros partidos” também apelem à convergência, defendendo que se não o disserem, “o eleitorado à esquerda deve fazer uma escolha pelo Livre porque sabe que o Livre transmite essa mensagem”.

“Porque a partir de certa altura, entre as polémicas e os ataques cruzados entre partidos de esquerda chegamos à conclusão de que há uma mensagem e há uma linguagem que, de facto, os partidos entendem sempre que é o do voto na urna. E, portanto, votos reforçados no Livre passam a mensagem a toda a gente que é preciso ser responsável, é preciso ter visão de futuro e é preciso reconstruir aquelas pontes que alguns agora parecem tão empenhados em destruir”, rematou.

O dirigente do Livre vota hoje antecipadamente, na Cidade Universitária, em Lisboa.

Subir a Serra de Carnaxide para apelar à preservação da natureza e do património

O fundador do Livre Rui Tavares e cerca de duas dezenas de apoiantes percorreram vários trilhos da Serra de Carnaxide, que abrange o concelho de Oeiras, mas também Amadora e Sintra, numa ação de campanha para as legislativas de 30 de janeiro e antes de Tavares se deslocar à Cidade Universitária, em Lisboa, para votar antecipadamente.

O vasto espaço natural atinge 211 metros de altitude e ocupa cerca de 600 hectares, situando-se a meio caminho entre a serra de Sintra e o Parque Florestal de Monsanto.

Mas a urbanização da zona tem vindo a aumentar, o que motivou em 2019 o lançamento de uma petição intitulada “Preservar a Serra de Carnaxide” que reuniu mais de cinco mil assinaturas e cujo objetivo era travar a construção de projetos imobiliários na área, de modo a preservar a flora, fauna e património arquitetónico classificado no local.

Em novembro passado, a Assembleia da República aprovou por unanimidade, um texto final que juntou projetos de resolução de PS, PSD, BE, PCP, PAN, PEV e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, que recomendam ao Governo a classificação da Serra de Carnaxide como paisagem protegida.

Em declarações aos jornalistas, o cabeça de lista por Lisboa do Livre, Rui Tavares, apontou que “a atenção da opinião pública e também dos decisores políticos tem sido chamada para este património e têm sido chamados a fazer alguma adaptação no que era um caminho de betonização e de urbanização deste espaço verde”.

“Mas há ameaças que pairam, algumas já concretizadas”, disse, apontando para uma urbanização ao longe, ainda em obras, “do outro lado já da Amadora”.

“Uma urbanização que na primeira vez que aqui viemos, já há alguns anos ainda poderia ter sido impedida a tempo, e que avança e que mais uma vez repete em plena década de 2020 os erros que fizemos e que de certa forma ainda teriam alguma desculpa de falta de consciência nas décadas de 1970 ou 80, mas que agora já não fazem sentido”, defendeu.

Lembrando que estava em “território de convergência à esquerda”, numa alusão à coligação nas últimas eleições autárquicas que juntou em Oeiras Livre, BE e Volt Portugal, Tavares apelou à preservação da natureza, uma das bandeiras do partido.

“Onde preservamos a natureza que seja para preservar como parques naturais, como espaços de património natural que sejam partilhados entre vários municípios, em alguns casos até com agências próprias para o gerir, que tenham a sua independência e que trabalhem com a sociedade civil porque aqui também há um espaço importante de biodiversidade”, sustentou.

O dirigente advogou ainda que “há outros modelos de desenvolvimento que são feitos com a natureza e não contra a natureza e também são feitos com as pessoas e não contra as pessoas”.

Na caminhada matinal da comitiva do Livre, houve ainda tempo para José Araújo, eleito para a Assembleia de Freguesia de Carnaxide e Queijas, levar o Tavares até a um pequeno espaço dedicado à apicultura, que considerou ser “um bom exemplo daquilo que a Serra de Carnaxide também podia ser, que é um espaço também onde podemos desenvolver atividades económicas nomeadamente a apicultura e, porque não, o pastoreio”.

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