“No que diz respeito às criações da ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve), uma vez mais vamos dar destaque à dramaturgia nacional, com textos que falam de nós enquanto povo e cidadãos”, disse Luís Vicente, diretor artístico da ACTA, responsável pela programação do Teatro Lethes que arrancou na sexta-feira com a reposição de “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett.

A companhia de teatro residente tem duas estreias programadas: a primeira no mês de abril, com a peça “Improvável”, um texto de José Martins encenado por Luís Vicente (que também interpreta, a par de Pedro Monteiro) que fala de “um reencontro, 45 anos depois do 25 de Abril, entre um PIDE e um militante político que ele torturou”, referiu.

A segunda estreia está agendada para novembro com “Ibn Qasi” que tem como figura central o muçulmano Ibn Qasi, o profeta, rei místico e poeta sufi, que partilhou amizade com o rei Afonso Henriques. “É um texto de uma carga poética belíssima e que fala da nossa ancestralidade, do Algarve integrado no Al-Andalus”, notou Luís Vicente.

Antes disso, em outubro, a Companhia de Teatro do Montemuro estreia “O último julgamento”, que entra posteriormente em digressão por vários países europeus.

A programação do teatro para este ano arrancou com a reposição de “Frei Luís de Sousa”, um espetáculo produzido pela ACTA que se estreou no ano passado, e que vai estar em exibição ao final deste mês.

Durante o ano, haverá ainda diversos espetáculos de música, nomeadamente um ciclo de grandes compositores clássicos, pela Orquestra Clássica do Sul, ou o ciclo de música "Euterpe", composto por diferentes géneros musicais, entre outros.

“É uma grande variedade musical, temos um programa de música muito intenso que começa em fevereiro com o ciclo Euterpe e contempla vários festivais, desde o jazz, blues, música barroca, ou festival de guitarras”, salientou Luís Vicente.

Ao nível da dança, o destaque vai para o espetáculo "O monstro está em cena", em outubro, uma peça que convida à reflexão sobre o ser humano, produzida pela Companhia de Dança Contemporânea de Angola, que vai estar em acolhimento no Teatro Lethes, no âmbito da digressão este ano pela Europa.

Ao nível do serviço educativo da ACTA, continua a funcionar no teatro, e percorre vários locais do Algarve, num autocarro que funciona como uma sala móvel de espetáculos. Este ano apresenta o espetáculo e o ateliê "Uma torneira na testa", que apela ao uso consciente da água.

Uma das novidades para 2019 é o lançamento do cartão de amigos: “Vamos criar um clube de amigos do Teatro Lethes, através do cartão, que contempla descontos e regalias, pretendemos criar um vínculo efetivo de fidelização, de um público que já temos e conquistar outros públicos”, anunciou o responsável da ACTA.

Segundo os responsáveis pela programação, “desde que a ACTA está instalada no Teatro Lethes, todos os anos tem vindo a aumentar o número de público”.

Ao longo de 2018 estiveram presentes nos espetáculos apresentados mais de 11.200 espectadores, um número que tem vindo sempre a aumentar desde 2013, quando se registou um total de 7.262 espectadores.

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