“Não sou, nem vou ser, candidato”, disse Telmo Correia, em resposta a uma pergunta dos jornalistas, em conferência de imprensa em Braga, distrito pelo qual foi eleito.

O deputado reconheceu que o CDS teve, nas legislativas do passado dia 06, um resultado “muito mau”, com a eleição de apenas cinco deputados.

Sendo a bancada parlamentar a “montra” de um partido, afirmou, o CDS passou de “uma montra muito grande para uma montra reduzida, de esquina quase, muito pequena”.

Nesse sentido, apelou ao partido para não se deixar “balcanizar” e não entrar “em discussões de acertos de contas”, considerando que a hora é de “unir”.

“O tempo é para juntar com o bico e não para espalhar com as patas”, defendeu.

Em relação ao próximo líder do partido, Telmo Correia disse que não tem de ser “necessariamente” alguém que integre o grupo parlamentar.

Como condição obrigatória, Telmo Correia apontou a necessidade de “articulação” com o grupo parlamentar.

“Se o próximo líder quiser atacar o grupo parlamentar, será um desastre”, referiu.

O deputado eleito confessou ter a sua preferência para a liderança do partido, mas não a divulgou, por não querer “empurrar ninguém”.

Em relação aos putativos candidatos, referiu: “há uns que espero que reflitam bem e outros que espero que não percam muito tempo a refletir”.

Telmo Correia foi eleito deputado pelo círculo de Braga, tendo hoje admitido que o partido não conseguiu os seus objetivos no distrito, por ter perdido o segundo deputado.

Em relação ao seu mandato, disse que a “proximidade” com o distrito será a palavra de ordem.

O CDS-PP obteve nas legislativas 4,25% dos votos (216.454 votos), passando de 18 deputados na legislatura anterior para cinco deputados eleitos. Na sequência dos resultados, a presidente do partido, Assunção Cristas, assumiu a derrota e anunciou a saída da liderança.