“Qualquer ação provoca uma reação e o resultado lógico desse passo irresponsável pode ser a rutura das relações diplomáticas”, disse a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.

A representante sublinhou que “Washington se arrisca a cruzar definitivamente o ponto de não retorno com todas as consequências correspondentes”.

Zakharova assegurou que a iniciativa legal dos congressistas norte-americanos “contraria o direito internacional”.

“É possível que os senadores e congressistas o encarem como um terrível castigo capaz de forçar a Rússia a viver segundo uma ordem mundial inventada pelos Estados Unidos”, acrescentou.

A iniciativa foi confirmada na semana passada pela Casa Branca (Presidência norte-americana), mas segundo diversos ‘media’ locais o Departamento de Estado norte-americano ainda não aprovou a medida.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu ao Ocidente que declare a Rússia um país patrocinador do terrorismo, e na mesma escala que tem sido atribuída ao Irão ou à Coreia do Norte.

Zelensky, com o alegado objetivo de evitar mais vítimas civis, ordenou a retirada da população das zonas controladas por Kiev na região do Donbass (leste ucraniano).

Moscovo e Kiev acusaram-se mutuamente pela morte de 50 prisioneiros de guerra ucranianos num ataque contra uma prisão ocorrido na passada sexta-feira e controlada pelos separatistas russófonos de Donetsk.

Zelensky tem acusado a Rússia de atacar objetivos civis por todo o país, uma alegação negada por Moscovo, que também denuncia bombardeamentos do exército ucraniano contra zonas residenciais do Donbass incluídas nas autoproclamadas repúblicas populares separatistas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de 5.200 civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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