Em declarações na sua residência oficial, em Downing Street, após presidir a uma reunião do comité de emergência do Governo para abordar as medidas de segurança, May disse que o atentado de sábado "foi um ataque a Londres, ao Reino Unido e ao mundo democrático"

A chefe do governo britânico acrescentou que o nível de alerta por ameaça terrorista contra o Reino Unido se manterá em "severo", o segundo mais alto numa escala de cinco, após o atentado, em que 48 pessoas ficaram feridas, 21 em estado crítico.

Theresa May acrescentou que "infelizmente" as vítimas "procedem de diferentes nacionalidades", que ainda não foram divulgadas.

Na mesma declaração, May elogia o heroísmo e o trabalho da polícia e dos serviços de emergência.

Confirmou também que 11 pessoas continuam detidas por possíveis ligações ao atentado, após uma ter sido libertada sem acusação.

A primeira-ministra afirmou ainda que a polícia já identificou os três atacantes e que os seus nomes serão divulgados "quando a investigação permitir".

11 detidos, reforço da segurança e retoma da campanha eleitoral

Barreiras de separação entre a estrada e o passeio foram hoje instaladas esta madrugada em várias pontes de Londres, na sequência dos atentados em London Bridge no passado sábado e em Westminster Bridge em 22 de março.

Um perímetro de segurança mantém-se na zona de London Bridge e Borough Market, mas a circulação de veículos na ponte foi reaberta no sentido sul-norte e a estação de metropolitano e comboios está de novo a funcionar.

É visível o reforço policial em várias partes da cidade, sobretudo em áreas públicas de maior dimensão, como estações ferroviárias.

Esta manhã, a polícia confirmou ter feito buscas em mais duas moradas, uma em Newham e outra em Barking, ambas na zona leste de Londres, tendo levado um número indeterminado de pessoas para custódia pessoal.

No domingo, o comandante adjunto e responsável pela unidade de combate ao terrorismo da polícia metropolitana disse que a investigação estava a progredir a grande velocidade, em colaboração com os serviços de informação britânico.

Segundo Mark Rowley, as autoridades estão convencidas de que os três atacantes não tinham cúmplices no local, mas está a recolher mais informação sobre eles, as suas redes de contacto e potenciais colaboradores.

Ao todo, 11 pessoas continuam detidas após buscas em várias moradas em Barking, onde, segundo a imprensa britânica, alguns dos atacantes residiam. Todos os detidos estão presos ao abrigo da legislação  do Terrorism Act, são eles:

- Uma mulher de 38 anos detida na morada 1 de Barking;
- Um homem de 28 anos detido na morada 2 de Barking;
- Um homem de 52 anos detido na morada 2 de Barking;
- Um homem de 55 anos detido na morada 2 de Barking;
- Um homem de 27 anos detido na morada 2 de Barking;
- Uma mulher de 49 anos detida na morada 2 de Barking;
- Uma mulher de 60 anos detida na morada 2 de Barking;
- Uma mulher de 19 anos detida na morada 2 de Barking;
- Uma mulher de 27 anos detida na morada 2 de Barking;
- Uma mulher de 24 anos detida na morada 2 de Barking;
- Uma mulher de 53 anos detida na morada 2 de Barking;

Nestas buscas, a polícia terá recolhido diverso material que está agora a analisar, indicou esta manhã a comandante da Polícia Metropolitana, Cressida Dick.

A polícia já determinou que a carrinha branca onde os atacantes viajavam entrou na ponte London Bridge às 21:58 horas de sábado no sentido norte-sul, tendo a certa altura subido o passeio e atropelado vários transeuntes.

A carrinha foi imobilizada no lado sul da ponte e os atacantes saíram armados com facas, entrando na área do mercado de Borough, onde existe uma série de restaurantes e bares, tendo apunhalado várias pessoas.

Outra noite de terror no Reino Unido

Este sábado, 3 de junho, a polícia britânica recebeu um aviso pelas 22:08 horas e respondeu num espaço de poucos minutos, tendo oito agentes disparado cerca de 50 tiros, matando os atacantes, que envergavam coletes que simulavam ter explosivos.

"Perante o que eles receavam serem três bombistas suicidas, os agentes armados dispararam um número sem precedentes de tiros para estarem completamente certos de que tinham neutralizado aquelas ameaças", justificou Rowley.

Um civil foi também ferido durante os disparos, mas sem gravidade, adiantou o mesmo responsável.

Ao todo, sete pessoas foram mortas durante o ataque para além dos atacantes, duas das quais de nacionalidade estrangeira: a canadiana Chrissy Archibald e um francês que ainda não foi identificado.

Pelo menos 48 pessoas foram feridas, 36 pessoas continuam hospitalizadas, algumas em estado considerado muito grave e 21 em estado crítico, várias das quais também de nacionalidade estrangeira.

Este ataque assemelha-se ao que aconteceu em 22 de março na ponte de Westminster, quando Khalid Masood matou cinco pessoas e feriu 50 ao atropelar várias pessoas na ponte Westminster Bridge antes de esfaquear um agente da polícia junto da entrada dos edifícios do parlamento britânico

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