De acordo com fontes consultadas pela NHK, não se trata de um atleta.

Este é o primeiro positivo confirmado entre as equipas do complexo residencial localizado numa das ilhas artificiais da Baía de Tóquio, quando faltam seis dias para a cerimónia de abertura do evento, numa altura de ressurgimento de contágios na área da capital japonesa.

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, considerou que este caso de infeção com o novo coronavírus não representa riscos para os atletas participantes em Tóquio2020, mas mostrou-se despreocupado com a situação, numa altura em que há outros 13 novos casos de infeção em pessoal relacionado com os Jogos Olímpicos.

Bach notou que os novos casos foram colocados em isolamento, seguindo estritamente o protocolo sanitário do evento, e "não representam qualquer risco para os outros participantes [nos Jogos], nem para a população nipónica".

Na mesma conferência de imprensa, realizada no final de uma reunião da direção do COI em Tóquio, o diretor executivo do organismo olímpico, Christophe Dubi, reiterou a confiança do COI no "rigor" dos organizadores na aplicação dos protocolos de segurança sanitária em Tóquio2020.

Só este mês, foram detetados 44 casos de infeção com o novo coronavírus em pessoas relacionadas com os Jogos Olímpicos, incluindo um atleta da delegação ugandesa. O caso da Aldeia Olímpica é o de um participante estrangeiro, não atleta, segundo o Comité Organizador.

O presidente do COI abordou ainda o "ceticismo" dos japoneses em relação aos Jogos Olímpicos, que decorrem entre 23 de julho e 08 de agosto, depois de terem sido adiados por um ano devido à pandemia de covid-19.

"O meu apelo aos japoneses é que recebam de braços abertos os atletas para as suas competições. Pedimos, uma vez mais, humildemente, aos japoneses que apoiem os atletas de todo o mundo, porque eles têm tanto interesse como os japoneses em que os Jogos decorram de forma segura", acrescentou.

Bach salientou que, "tal como o povo japonês, também os atletas superaram obstáculos" para estar no maior evento desportivo mundial, mas disse compreender os receios do país organizador, confrontado com uma nova vaga da pandemia de covid-19, com 1.410 casos positivos confirmados este sábado em Tóquio, o número mais elevado desde janeiro.

"Há muita gente sob pressão e a ter de lidar com a incerteza", reconheceu, explicando que quer "dialogar com as pessoas e tentar ganhar a sua confiança quanto às estritas medidas anticovid".

Além da recomendação de viajarem vacinados para o Japão, os atletas e outros participantes nos Jogos, que não terão público, devem submeter-se a vários testes PCR antes de chegarem ao país e frequentemente durante a sua estadia, além de terem várias restrições de movimento, entre as quais a de assistirem a outras modalidades.

(Notícia atualizada às 12h19)

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