"Este projeto vai permitir a visita as ruínas do antigo castelo, em toda a sua extensão, onde se pode ver ainda a antiga cisterna, as muralhas e a parte envolvente à capela do Sagrado Coração de Jesus, um processo que ajudará na requalificação do todo o centro histórico da vila", disse à Lusa, o presidente da Câmara, Nuno Gonçalves.

Do antigo castelo medieval, mandado edificar por D. Dinis nos séculos XIII e XIV, conserva-se intacta a porta do lado nascente e, sobre ela, ergueu-se no séc. XVII a capelinha da Senhora dos Remédios e a porta da "traição". Restam alguns panos de muralha que circuitava toda a vila. O castelo gótico situava-se no extremo sul da cerca.

"Para além do circuito de visitas à antiga cerca medieval, serão expostas peças e artefactos que resultaram de escavações arqueológicas feitas no interior do castelo, no processo que será acompanhado de perto pela Direção Regional de Cultura do Norte", observou o autarca.

O autarca assegura que o que se pretende com o projeto é criar “um espaço vivo" dentro do centro histórico da vila, num projeto orçado em cerca de 590 mil euros, cofinanciado por fundos do Portugal 2020.

Por outro lado, a criação de um Centro de Estudos Judaicos, também no centro histórico de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, pretende elevar a cultura judaica daquele concelho do Douro Superior.

"Este centro terá como missão fazer um estudo da cultura judaica no território e será construído na antiga Sinagoga da vila, que está implantada no centro histórico e que foi adquirida pelo município a um particular", explicou Nuno Gonçalves.

Torre de Moncorvo vem demonstrado, de acordo com o reesposáveis autárquicos locais, um interesse recente pelo estudo da cultura judaica, inclusive com organização anual de um congresso que junta diversos investigadores nacionais e internacionais e descendentes de judeus.

"Pretende-se, assim, criar mais um centro dedicado ao estudo e cultura judaica no território transmontano", vincou.

A criação do Centro de Estudos Judaicos vai contar com a comparticipação de fundo do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (PROVERE), no montante de mais de 360 mil euros.

A recuperação da antiga Sinagoga deverá "começar a breve prazo".

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