Na votação realizada nos últimos dois dias, quinta e sexta-feira, a maioria dos cerca de 5.000 trabalhadores da Autoeuropa rejeitou o novo pré-acordo, com 2.433 votos (60%) contra e apenas 1.583 a favor (39,1%). Os restantes são brancos e nulos.

O pré-acordo laboral que hoje foi rejeitado garantia aumentos salariais de 2% em 2022 e 2023, com aumentos mínimos de 25 euros em 2022 e de 30 euros em 2023, a par da criação de mais um escalão – letra G –, que permitia aos trabalhadores que já estão no topo de carreira (letra F) beneficiarem de um aumento adicional de cerca de 2%.

O compromisso alcançado este mês de fevereiro pela Comissão de Trabalhadores e a administração da Autoeuropa previa ainda a manutenção do quarto turno e a possibilidade de um máximo de 44 ‘down-days’ (dias de não produção, mas que seriam pagos na íntegra aos trabalhadores) face à previsível falta de semicondutores, que, no ano passado, obrigou a várias paragens de produção.

O pré-acordo laboral garantia também a vinda de um novo veículo da Volkswagen para ser produzido na fábrica de Palmela, que, atualmente, produz apenas a nova versão do T-Roc e a Volkswagen Sharan, mas está previsto que este último modelo seja descontinuado dentro de poucos meses.

No comunicado em que anuncia os resultados da votação, a Comissão de Trabalhadores refere que “face à vontade expressa democraticamente pela maioria dos trabalhadores, irá na próxima semana reunir e fazer a avaliação dos resultados desta votação, bem como exigir à empresa o regresso à mesa negocial”.

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