O dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF) Paulo Neves disse à Lusa que “a semana de luta” serve para alertar a tutela para “a causa da EMEF”, sublinhando que a empresa, ou seja, “as ‘oficinas da CP'” tem poucos trabalhadores porque não substituiu os que foram saindo.

Segundo adiantou, a EMEF tem recorrido ao trabalho temporário, mas a falta de novas admissões está a causar “atrasos nas manutenções e reparações dos comboios” e constitui “um grave problema para a segurança [dos comboios] e para os utentes”.

Arlindo Costa, membro da Comissão de Trabalhadores da EMEF, acrescentou que a vigília, que juntou cerca de duas dezenas de sindicalistas e trabalhadores, pretende chamar a atenção para as difíceis condições da empresa e lamentou que “as empresas de trabalho temporário estejam cada vez mais presentes nos grandes polos da EMEF, como o Entroncamento, Porto e Lisboa”.

Segundo o mesmo responsável, há cada vez mais trabalhos que poderiam ser feitos pela EMEF a ser entregues a privados, como aconteceu com a reparação do comboio Alfa Pendular, que está orçada em 18 milhões de euros, tendo “mais de 50%” sido entregue aos privados”.

Arlindo Costa reforçou que a mão-de-obra dos trabalhadores temporários “não tem o ‘know how’ [conhecimento] e o conhecimento de trabalhadores que estão há mais de 40 anos na empresa e que têm um conhecimento profundo daquilo que é o setor ferroviário”, o que pode comprometer a manutenção e pôr em causa a segurança dos passageiros.

A EMEF emprega atualmente cerca de 1.050 trabalhadores em todo o país e iniciou recentemente um processo de despedimento de 54 trabalhadores temporários que os sindicatos entendem que deveriam ser integrados nos quadros da empresa.

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