"Há mais de dois anos que a administração da empresa se recusa a pagar o subsídio de turno a que os trabalhadores têm direito por lei", justifica José Paixão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente - Centro Norte (SITE-CN).

O sindicalista espera uma "forte adesão" à paralisação de quarta-feira por parte dos 600 trabalhadores da fábrica de componentes de motores, que funciona em permanência, em turnos de oito horas.

Refere ainda que "grupos de trabalhadores" recorreram já aos tribunais para tentar fazer valer os seus direitos.

José Paixão acredita que os trabalhadores da Mahle em greve irão engrossar a "grande manifestação" em Lisboa convocada pela central sindical CGTP, no dia em que se discute no Parlamento o Estado na Nação.

A manifestação é apresentada como "forma de luta à proposta de revisão do Código Laboral", que, segundo o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, "representa um atentado aos direitos dos trabalhadores".

Segundo José Paixão, os pontos da revisão do código laboral que mais contestação motivam são o alargamento do período experimental de três para seis meses, o aumento de 15 para 35 dias dos contratos de muita curta duração e ainda a instituição do banco de horas grupal.

Contactada pela Lusa, a administração da Mahle avisou que "não vai fazer nenhum comentário" ao pré-aviso de greve.

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