Em comunicado, a coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da VW Autoeuropa (AE), em Palmela, Setúbal, esclarece que “a tomada de decisão unilateral da administração da Volkswagen Autoeuropa é reveladora de que não foi feito atempadamente o ‘trabalho de casa’”.

A comissão coordenadora defende que “o assunto devia ter sido tratado desde o ano 2015 e numa manobra à ‘boa maneira Portuguesa’ deixou arrastar a resolução do problema até ao limite e sem envolver os trabalhadores como parte integrante da solução”.

A coordenadora das Comissões de Trabalhadores do parque industrial refere que “a falta de trabalho conjunto” entre as organizações dos trabalhadores para “debater estes assuntos é também uma consequência e uma fragilidade para todos os trabalhadores e que serve o interesse das diferentes administrações das diversas empresas”.

No comunicado lê-se também que esta situação não traz ao trabalhadores apenas preocupações para o presente.

Para o futuro, “bem sabemos que os atuais monovolumes estão em tendência decrescente nos seus volumes de produção”, pelo que “urge saber” qual será a estratégia da Volkswagen, a médio prazo para a AE e para todas as 19 empresas que dependem da produção da Volkswagen Autoeuropa.

A coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Wolkswagen Autoeuropa entende que um dos grandes problemas para que existam todas estas dificuldades dos trabalhadores é também “a falta de coragem” do Governo em alteraar as condições do Código de Trabalho.

A fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, distrito de Setúbal, vai interromper a produção de 26 a 29 de dezembro "devido a quebra no fornecimento de peças", segundo a empresa.

A interrupção da produção ocorre num período conturbado da empresa, devido à rejeição pelos trabalhadores de dois pré-acordos sobre os novos horários de laboração contínua que tinham sido negociados previamente entre a administração e a Comissão de Trabalhadores.

Face à ausência de um acordo, a administração da Autoeuropa avançou na semana passada, unilateralmente, com um novo horário de laboração contínua que deverá entrar em vigor do final de janeiro de 2018, mas trabalhadores e sindicatos já fizeram saber que não concordam com o modelo que lhes foi imposto.

Apesar do diferendo, a administração da Autoeuropa já anunciou que está disponível para negociar um novo modelo de horários de laboração contínua, para vigorar, inclusive, a partir do segundo semestre de 2018.

Os trabalhadores da Autoeuropa têm marcadas várias reuniões plenárias para quarta-feira, com o objetivo de discutirem um novo caderno reivindicativo e a atual situação da empresa e para exigirem uma nova negociação sobre os horários de trabalho.

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