Aproximadamente 90% dos mais de um milhão de migrantes que entraram ilegalmente na Europa usam "um serviço de facilitação", declarou o diretor da Europol, Rob Wainwright, durante uma conferência de imprensa em Haia, onde fica a sede da organização policial europeia. "A luta contra o tráfico de migrantes é uma das principais prioridades da UE com a finalidade de contra-atacar a crise dos refugiados", declarou, por sua vez, o Comissário Europeu encarregado da Migração, Dimitris Avramopoulos. O tráfico de migrantes é classificado como "o mercado criminoso com maior tendência de crescimento" na Europa e em outras regiões.

As declarações foram feitas hoje, no lançamento do Centro Europeu para a Luta contra o Tráfico de Migrantes (EMSC), que tem por missão apoiar os Estados europeus no desmantelamento de redes de traficantes. A Europol afirma dispor de informações sobre quase 40.000 pessoas suspeitas de envolvimento no tráfico de migrantes. A equipa do EMSC concentra as suas atividades em dois pontos-chave da crise migratória: Catânia (Itália) e Pireu (Grécia). Segundo a agência europeia de fronteiras externas, Frontex, já entraram 140.000 migrantes ilegalmente na Europa ao longo de 2016, e prevê-se que o fluxo de refugiados e migrantes não deva diminuir nos próximos meses.

No relatório publicado pela Europol são apontadas algumas consequências prováveis desta tendência - entre elas, o aumento da criminalidade forçada, da exploração de mão de obra e da exploração sexual, e a absorção das pequenas redes criminosas por grupos criminosos maiores.

O relatório chama ainda a atenção para o facto de que apenas em casos isolados os terroristas se aproveitam destes agentes de imigração ilegal e das rotas dos migrantes para entrar na Europa (ou regressar a ela).

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