“Na madrugada de sábado foi capturado por organismos de segurança do Estado venezuelano o senhor Henrybert Rivas, alias ‘Morfeó’, envolvido no magnicídio frustrado contra o alto comando político e militar de Venezuela”, disse Jorge Rodríguez.

O anúncio teve lugar durante uma conferência de imprensa, no palácio presidencial de Miraflores.

“Também foram detidos os cidadãos Ângela Lizbeth Espósito Carillo, apodada La Perrera e o coronel reformado Ramón Santiago Velazco García, apodado de Corocoro”, precisou Jorge Rodríguez, que também é vice-presidente para a Comunicação, Cultura e Turismo.

“Hoje aparecem novas provas que incriminam Júlio Borges (opositor, ex-presidente do parlamento) na autoria intelectual de algumas ações de autoria material do atentado em grau de frustração contra o Presidente Nicolás Maduro”, adiantou.

Jorge Rodríguez frisou ainda que Henrybert Rivas foi detido quando se preparava para fugir do país e que as suas declarações “envolvem os governos da Colômbia, do México e do Chile, pelo que as embaixadas daqueles países devem esclarecer uma eventual participação em apoio aos terroristas que perpetraram o frustrado magnicídio”.

Segundo o ministro, o atentado frustrado foi originalmente planeado para 5 de julho, mas foi adiado para o aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) porque os drones que viriam a ser utilizados estavam retidos.

Os envolvidos estiveram hospedados na Venezuela no Hotel Pestana e no Montanha Suites, ambos propriedade de portugueses.

Os dois drones usados foram armados no Hotel Altamira Village, um deles com um quilograma de explosivo C-4 que seria detonado no palco presidencial mas que uma interferência no sinal impediu de atingir o objetivo.

Segundo o ministro, atualmente existem 28 pessoas detidas pelo alegado envolvimento no atentado frustrado.

Em 4 de agosto, duas explosões – que as autoridades dizem terem sido provocadas por dois drones – obrigaram o Presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O Governo venezuelano acusou a oposição de estar envolvida no atentado, em conjunto com opositores radicados no estrangeiro.

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