Entre os condenados, 17 receberam um cúmulo jurídico de 141 penas de prisão perpétua agravadas por “tentativa de perturbação da ordem constitucional”, o assassinato de 139 pessoas e a “tentativa de assassinar o Presidente”, noticiou a agência estatal Anadolu.

Ao todo, 224 pessoas, incluindo 20 ex-generais, foram julgados, sendo que outras sentenças devem surgir durante o dia de hoje.

O ex-chefe da Força Aérea Akin Öztürk e o ex-assessor de campo de Erdogan Ali Yazici estão entre os condenados a prisão perpétua, segundo a Anadolu.

Segundo a agência, os casos de 13 acusados, incluindo o de Fethullah Gülen, acusado por Ancara de ser o mentor do golpe fracassado, foram dissociados deste julgamento.

O ministro da Justiça turco, Abdülhamit Gül, saudou estas condenações, elogiando a justiça "exemplar" da Turquia.

A audiência foi realizada na prisão de Sincan, onde um enorme salão foi construído especificamente para acomodar os julgamentos relacionados ao golpe fracassado.

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado a 15 de julho de 2016, tendo a investida sido alegadamente orquestrada por uma fação pertencente às Forças Armadas Turcas.

Apesar de a tentativa não ter atingido a sua finalidade, várias propriedades e edifícios ficaram danificados, mais de mil pessoas ficaram feridas e outras centenas morreram.

Em Ancara, o Parlamento Nacional e o Palácio Presidencial foram bombardeados, tendo sido disparados tiros perto dos principais aeroportos de Ancara e Istambul.

As reações, tanto em nível nacional como internacional, foram amplamente desfavoráveis à tentativa de golpe. Os principais partidos de oposição condenaram o movimento, enquanto vários líderes internacionais, notadamente da União Europeia, e a NATO pediram respeito às instituições democráticas na Turquia e aos seus representantes eleitos.

A primeira reação oficial veio do primeiro-ministro Binali Yıldırım, que, um dia depois da tentativa golpista, declarou aos meios de comunicação que a situação estava "completamente sob controle”.

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