“Os chamados ‘manifestantes’ da Casa Branca, organizados profissionalmente, pouco tiveram a ver com a memória de George Floyd, eles estavam lá apenas para causar problemas”, escreveu Donald Trump numa publicação feita na rede social Twitter.

Milhares de pessoas concentraram-se, ao início da noite de sexta-feira, em várias cidades norte-americanas em protesto pela morte do afro-americano George Floyd, às mãos da polícia, na passada segunda-feira.

Porém, para Donald Trump, “estes ‘grupos organizados’ não estão relacionados” com a morte do homem, insistiu.

“Triste”, acrescentou o Presidente dos Estados Unidos na mensagem divulgada no Twitter, escrevendo noutra publicação que a culpa dos distúrbios é da "ANTIFA (organização anti-fascista) e da Esquerda Radical".

Nesses protestos em frente à Casa Branca, a manifestação começou por ser pacífica, mas acabou com conflitos entre manifestantes e agentes da polícia e dos serviços secretos norte-americanos e com o lançamento de pedras e outros objetos à mansão presidencial.

Em várias publicações feitas hoje no Twitter, Donald Trump elogiou o trabalho dos serviços secretos.

“Grande trabalho […]. Não só foram completamente profissionais, como também excelentes. Eu estava lá dentro, vi cada movimento e não me podia ter sentido mais seguro”, disse.

E adiantou: “Deixavam os ‘manifestantes’ gritar e berrar tanto quanto queriam, mas sempre que alguém ficava demasiado exaltado ou fora da linha, rapidamente incidiam sobre eles, com força”.

Nos últimos três dias, a onda manifestações nos Estados Unidos já resultou em pilhagens, incêndios de veículos policiais e confrontos com agentes.

Na origem dos protestos está a morte do afro-americano George Floyd, de 46 anos, às mãos da polícia, depois de ter sido detido sob suspeita de ter tentado usar uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) num supermercado de Minneapolis.

Nos vídeos feitos por transeuntes e difundidos ‘online’, um dos quatro agentes, que participaram na detenção, tem um joelho sobre o pescoço de Floyd, durante minutos.

Os quatro foram já despedidos da força policial e o agente Derek Chauvin foi acusado de assassínio e homicídio involuntário. A mulher já anunciou o divórcio após os acontecimentos.

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