Os Estados Unidos e os talibãs estão há um mês a negociar um acordo de paz, sob compromisso de uma retirada progressiva de tropas norte-americanas do terreno e com o Presidente Trump a repetir o desejo de terminar uma “guerra interminável”, que considera estar a drenar dinheiro e recursos.

Os Estados Unidos têm atualmente cerca de 14 mil soldados no Afeganistão, onde desde 2001 foram estacionados para combater a rede ‘jihadista’ da Al-Qaida, responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro.

No auge dessa guerra contra os talibãs, as forças norte-americanas chegaram a ter 98 mil soldados, em 2011.

Hoje, Donald Trump veio reconhecer que, nesta fase, os EUA vão reduzir para 8.600 militares a presença no Afeganistão, durante uma entrevista à estação Fox News, acrescentando que os norte-americanos nunca sairão completamente daquele país.

“Teremos sempre uma presença lá”, explicou Donald Trump, que acrescentou que, se houver novo ataque aos Estados Unidos, no Afeganistão, Washington regressará “com mais força do que nunca”.

Numa conferência de Imprensa, em Washington, hoje, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Joseph Dunford, questionou mesmo a expressão “retirada de tropas” do Afeganistão.

“Eu não diria que vamos retirar as nossas forças. Diria que iniciámos um processo de diálogo, para manter a paz e a estabilidade no território”, afirmou o general Joseph Dunford, não se comprometendo com qualquer calendário de retirada de tropas do Afeganistão.

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