O documento, que ainda vai ser aprovado, foi apresentado no sábado na Guatemala e faz referência a vários ataques feitos por Trump enquanto candidato, nomeadamente contra o diário The New York Times por um dos seus artigos.

O relatório refere também que, depois de assumir a presidência dos Estados Unidos, Trump negou-se a responder a uma pergunta formulada durante uma conferência de imprensa por Jim Acosta, da CNN, e atribuiu a essa estação de televisão “notícias muito falsas”, tendo pedido uma investigação a “fugas” de informação para a imprensa a partir da Casa Branca e de outros departamentos do Governo federal.

Para a Sociedade Interamericana de Imprensa, estes ataques, pelo facto de virem do líder dos Estados Unidos, são “motivo de preocupação sobre o futuro da circulação de notícias e da liberdade de imprensa”.

“O quarto poder é uma das marcas da democracia norte-americana; uma imprensa livre funciona como controlo sobre o poder governamental. (…) Embora seja comum haver tensões entre a imprensa e a Casa Branca, a retórica da Administração de Trump não tem precedentes e ameaça minar a capacidade dos meios de comunicação”, adverte.

O relatório faz refere os casos de violência contra jornalistas no Brasil como “rotineiros”, alertando para a atuação da polícia.

Também no México, a SIP aponta a polícia como uma das principais instituições responsáveis pelas agressões de jornalistas no país.

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