“Acabo de ter uma longa e produtiva conversa telefónica” com Erdogan, escreveu Trump na rede social Twitter, acrescentando ter falado do grupo extremista Estado Islâmico, do envolvimento de ambos os países na Síria e “da lenta e altamente coordenada retirada de tropas dos Estados Unidos”.

Trump disse ainda ter falado com Erdogan de “aprofundar as relações comerciais”.

O Presidente norte-americano anunciou na quarta-feira que ia ordenar a retirada dos cerca de 2.000 militares destacados no nordeste da Síria para apoio às milícias árabo-curdas que combatem o grupo extremista Estado Islâmico, que considera estar “em grande parte derrotado”.

Essa saída deixa vulnerável a milícia curda YPG, que a Turquia ameaçar atacar por considerar os combatentes curdos “terroristas” com ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido na Turquia.

Após o anúncio da retirada, Erdogan prometeu adiar a ofensiva turca, mas a agência IHA noticiou hoje que a Turquia está a concentrar tropas e equipamento perto de uma localidade do norte da Síria, Manbij, controlada por forças curdas.

A decisão de retirar as tropas suscitou preocupação entre os aliados europeus dos Estados Unidos e, internamente, levou à demissão do secretário da Defesa, Jim Mattis, e do representante norte-americano junto da coligação anti-‘jihadista’, Brett McGurk.

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