O ex-presidente invocou o "direito executivo" de manter certas informações sob sigilo, para evitar que ex-assessores forneçam provas ao Congresso, numa escalada dos esforços do magnata republicano para bloquear o trabalho dos investigadores. A impugnação deve resultar numa luta prolongada nos tribunais, que testará a autoridade constitucional do Congresso para investigar o Executivo.

Milhares de apoiantes de Trump invadiram o Capitólio há nove meses, numa tentativa de reverter a vitória eleitoral de Joe Biden. O ato teve lugar após um discurso inflamado de Trump com alegações de fraude eleitoral.

Os investigadores do Congresso procuram depoimentos de funcionários que possam explicar o que Trump sabia sobre o ataque e o que fez enquanto o mesmo acontecia. Desde o fim de agosto que o Arquivo Nacional envia a Biden e Trump documentos volumosos exigidos pelos investigadores, dando aos mesmos 30 dias para rever o material.

O Supremo Tribunal determinou que o presidente do país pode manter alguns documentos e conversas confidenciais, a fim de permitir diálogos mais francos com os seus assessores. No entanto, nenhum tribunal se pronunciou sobre uma extensão desse privilégio a ex-presidentes.

Por enquanto, o atual presidente, Joe Biden, tem a palavra final sobre o assunto, e já permitiu a divulgação de um primeiro lote de documentos, apesar das objeções do seu antecessor.

Embora pareça provável que Trump perca o processo, a tentativa pode atrasar a divulgação dos arquivos por meses ou anos, ameaçando adiar o relatório sobre o ataque para datas que tenham maior impacto eleitoral.

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