“Eu diria que junho [de 2021] poderá ser um mês que nos faça reverter esta situação [de crise no setor]. E, depois, a partir daí, ter a Páscoa de 2022 e o verão de 2022 já com índices [de ocupação hoteleira] muito interessantes e de preferência com o regresso à normalidade”, avançou hoje à agência Lusa o presidente da TPNP, referindo que “atingir valores” de 2019 só se prevê que “possa vir a acontecer em 2023″.

Em declarações à Lusa, o presidente da TPNP considerou que as novas estirpes do coronavírus SARS-Cov-2 — a estirpe inglesa, africana e brasileira -, têm “prejudicado o início de retoma” no setor do turismo mundial, mas diz que continua a acreditar que a retoma possa recomeçar “no final do primeiro semestre” de 2021, ou seja, junho deste ano.

“Cada vez mais acreditamos que numa primeira fase vamos contar com os mercados de proximidade – Espanha, França, Alemanha e Reino Unido -, e só numa segunda fase com os mercados de longa distância”, designadamente o mercado brasileiro.

Portugal já terá cerca de 20.000 pessoas infetadas com a variante inglesa do coronavírus SARS-Cov-2, avançou esta semana à Lusa um dos autores de um estudo realizado pelo laboratório Unilabs para o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Entre janeiro e julho de 2019, o Norte registou 3,5 milhões de dormidas de turistas estrangeiros, enquanto no período homólogo de 2020 se registaram 900 mil dormidas, com quebras na ordem dos 75%.

O presidente da TPNP assume que “agora, mais do que nunca, é o momento de superação”, anunciando que está em marcha desde 1 de janeiro a campanha internacional “Norte lá em cima”, com tradução em inglês, francês e espanhol, e em breve com tradução para mandarim e japonês, estando também “em marcha uma campanha dedicada à abertura dos mercados” e em “fase final o lançamento de um canal ‘online’ de atendimento 24 horas dedicado ao planeamento de viagens para Portugal”.

“O futuro prepara-se hoje. É o momento de dedicarmos a máxima energia à promoção do destino e ao estímulo da operação turística”, disse.

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