“Neste dia, as opções de mobilidade na cidade serão mais limitadas. Queremos manter Lisboa em movimento, mas as dificuldades de circulação na cidade e o acréscimo de pedidos de viagem com a Uber poderão limitar a disponibilidade de veículos em certos períodos, e poderão prolongar os tempos de circulação dos veículos nas cidades - tanto o tempo de chegada do motorista até si, como a duração da própria viagem”, escreve a Uber numa mensagem de email enviada hoje de manhã a clientes.

A Uber deixa alguns conselhos para ajudar a diminuir os efeitos da paralisação, como partilhar a viagem com amigos ou familiares ou evitar viagens com origem e destino nas zonas abrangidas pela paralisação promovida pelos taxistas.

“Para garantir a segurança e rapidez das suas viagens recomendamos que, sempre que possível, procure locais de partida e destino alternativos aos afetados pela paralisação. A paralisação terá início pelas 8:00 no Parque das Nações e vai seguir até à Assembleia da República, passando pelo Aeroporto da Portela, e ainda pelas zonas do Campo Grande, Marquês de Pombal e Cais do Sodré”, adianta a mensagem da Uber.

Os taxistas prometem voltar na segunda-feira a encher as principais ruas de Lisboa com uma marcha lenta, quase seis meses depois de terem feito um protesto idêntico que juntou várias centenas de carros na capital.

Em protesto contra a regulação da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify nos moldes propostos pelo Governo, os taxistas mantêm-se firmes na ideia de só arredarem pé da Assembleia da República – onde termina a marcha lenta - quando o executivo travar aquele serviço, que dizem não estar abrangido pela lei.

As plataformas (em Portugal, operam a Uber e a Cabify) permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação para ‘smartphones’, mas os operadores de transporte que a elas estão ligados não têm de cumprir os mesmos requisitos – financeiros, de formação e segurança – do que os táxis.

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