A representação das drag queens recriando a Última Ceia na cerimónia inaugural dos Jogos Olímpicos de Paris-2024 causou indignação entre vários responsáveis da extrema-direita italiana, que expressaram o seu descontentamento hoje nas redes sociais.
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Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro e chefe do partido Liga, declarou que "inaugurar os Jogos Olímpicos insultando milhões de cristãos no mundo foi realmente um mau começo, queridos franceses. Sórdidos", afirmou numa mensagem na rede social X.
Acompanhou a mensagem com uma fotomontagem que mostra uma reprodução do quadro de Leonardo da Vinci "A Última Ceia" com uma imagem intitulada "Festividade", onde se vê um grupo à mesa, entre eles muitas drag queens famosas (Nicky Doll, Paloma e Piche, com barba loira), sugerindo a Última Ceia de Jesus com os seus apóstolos.
O partido Irmãos de Itália, partido da primeira-ministra de extrema direita, Giorgia Meloni, também ficou incomodado. Tommaso Foti, chefe da formação no Senado, considerou que a representação é "o crepúsculo do Ocidente".
"Não se sabia se era necessário colocar essas cenas blasfemas em vez de atletas no centro do evento", disse no Facebook.
Lucio Malan considerou "vergonhoso o tratamento reservado a Sergio Mattarella [presidente da Itália, de 83 anos] na horrível cerimónia sob a chuva, protegido apenas por uma capa de plástico, enquanto Macron, de 46 anos, estava bem abrigado".
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