Marcelo Rebelo de Sousa

Numa nota publicada no site da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou condolências à família de Alexandre Soares dos Santos.

O Presidente da República "evoca a personalidade singular de Alexandre Soares dos Santos e o seu relevante papel na vida económica, social e cultural portuguesa", pode ler-se na nota.

Marcelo Rebelo de Sousa manifesta-se "pessoalmente consternado" e apresenta à família "muito sentidas condolências".

Jaime Gama

O presidente do conselho de administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), Jaime Gama, considerou a morte do empresário Alexandre Soares dos Santos como “uma grande perda não só para a economia portuguesa como também para o mecenato em Portugal”, disse à agência Lusa.

Para Jaime Gama, Alexandre Soares dos Santos “era um espírito livre que gostava de apresentar com frontalidade todas as suas ideias e que se manteve até ao fim da vida com uma incansável energia, a refletir não só sobre o horizonte estratégico do seu grupo empresarial como também sobre as questões relevantes do país, da Europa e do mundo”.

“Na Fundação Francisco Manuel dos Santos tivemos sempre a sua presença interveniente, o estímulo para trilhar caminhos de independência, julgamento crítico, objetividade e incentivo ao debate de ideias”, acrescentou o antigo presidente da Assembleia da República e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.

Jaime Gama destacou ainda que Alexandre Soares dos Santos, “muito para além da sua condição de empresário, era alguém profundamente ligado à reflexão sobre as questões nacionais e ao seu desejo de ver um país moderno, orientado pela lei e sem privilégios de qualquer espécie”.

“Era um homem com um profundo apego ao empreendedorismo e à justiça social e que não punha balizas de nenhuma ordem ao pensamento livre e independente”, disse ainda o presidente do conselho de administração da FFMS.

Pedro Siza Vieira

"Com a morte de Alexandre Soares dos Santos, perdeu-se um grande líder empresarial, com um perfil multifacetado e um percurso incontornável na História recente de Portugal. Ao longo dos anos, transformou uma empresa familiar num dos maiores grupos empresariais portugueses, apostando sempre na formação de quadros, nas parcerias empresariais, na inovação e na internacionalização como suportes de uma estratégia de crescimento sustentado", refere o ministro Adjunto e da Economia, Siza Vieira, em comunicado.

"Tendo contribuído para o desenvolvimento da economia nacional, Alexandre Soares dos Santos, através da Fundação por si criada, deu também um contributo, raro entre nós, para o estudo e conhecimento da sociedade e das instituições portuguesas", afirmou ainda o ministro Adjunto e da Economia.

"Nesta hora de profunda tristeza e pesar, endereço a Pedro Soares dos Santos [filho e sucessor do empresário na liderança do grupo Jerónimo Martins] e a toda a sua família os meus mais sinceros pêsames, na certeza de que a obra de Alexandre Soares dos Santos e a sua memória serão sempre recordadas", concluiu o governante.

Cavaco Silva

“Com a morte de Alexandre Soares dos Santos, Portugal perde a sua ímpar capacidade de liderança empresarial, mas perde simultaneamente uma das vozes mais conscientes das fragilidades e das capacidades do país, sempre acutilante e desassombrado na sua análise. A sua visão estratégica fará muita falta”, afirma Aníbal Cavaco Silva, numa declaração escrita enviada à Lusa.

Para o ex-Presidente da República, “Soares dos Santos soube dar um impulso extraordinário ao grupo empresarial da sua família, mas manteve em cada momento a vontade de contribuir para o bem comum, a igualdade de oportunidades, a justiça social e o progresso do nosso país”.

“A Fundação Francisco Manuel dos Santos, fruto da sua reflexão sobre as nossas necessidades coletivas, aquilo que somos e os passos que devemos dar para sermos melhores, é um testemunho vivo da sua generosidade e da sua liderança”, acrescenta Cavaco Silva, apresentando “sentidas condolências” à família do empresário e “a todos os colaboradores do grupo empresarial”.

APED

“Personalidade incontornável na distribuição em Portugal, teve um contributo decisivo para a modernização não só do setor, mas também da atividade empresarial no nosso país”, assinala a APED, numa nota de imprensa a propósito da morte de Alexandre Soares dos Santos.

A associação recorda ainda o empresário como um “cidadão socialmente empenhado”, que deixa “um legado que vai além das empresas, como provam as diversas iniciativas que lançou para mobilizar a sociedade civil”.

“A APED presta, assim, homenagem a uma figura de relevo, independente e frontal, com um percurso empresarial e de cidadania estimulante que serve de exemplo para todos em Portugal”, acrescenta, manifestando “pesar pelo falecimento de Alexandre Soares dos Santos” e apresentando “as mais sentidas condolências à sua família”.

UGT e CGTP

Ressalvando não ter uma relação próxima com o empresário, Carlos Silva, secretário-geral da UGT, disse reconhecer o mérito profissional de Soares dos Santos: "Foi um empresário que criou muitos postos de trabalho e uma relação de proximidade com aqueles a quem dava emprego", disse.

Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, também em declarações à Lusa, apresentou condolência à família do empresário, mas escusou-se a mais comentários.

CIP

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, considerou que o falecimento do empresário é "uma grande perda para o país".

"Foi um grande criador de riqueza e de emprego, defensor da iniciativa privada e dos empresários", salientou António Saraiva.

Para o presidente da CIP, Alexandre Soares dos Santos "toda a vida pautou as suas atitudes por rigor e exigência na vida privada e empresarial, que fizeram com que a empresa familiar que liderava se transformasse num grande grupo que hoje é a Jerónimo Martins, com preocupações sociais, e obra social e cultural vasta".

Recorda-o ainda como "um homem acutilante, assertivo e por vezes polémico, mas interessado pelo seu país, e que nos deixa mais pobres".

AIP

A associação de empresários portugueses manifesta “profundo pesar” pela perda e endereça condolências à família do antigo presidente da Jerónimo Martins.

Soares dos Santos “é uma das maiores referências do empresariado português e um dos maiores investidores e empregadores da economia nacional”, lê-se na nota.

“Além de ter constituído o maior grupo empresarial português, distinguiu-se pela forma acutilante e corajosa como intervinha na reflexão e discussão da política económica e social do país”, acrescenta o texto, assinado pelo presidente da AIP, José Eduardo Carvalho.

Rui Nabeiro

Em declarações à agência Lusa, o comendador afirmou que "é com muita tristeza que se vê desaparecer um grande homem, grande empresário. É um momento de reflexão".

"Eu conhecia-o bem, éramos amigos, e era meu cliente. Havia muita consideração de parte a parte. Sinto muita tristeza. É o caminho de todos, é certo, mas há homens, que, dada a sua atitude, deveriam permanecer mais tempo entre nós", comentou.

Para Rui Nabeiro, o antigo presidente da Jerónimo Martins "é quase um caso único, no trabalho de retalho e de representação muito digno. Um homem com força, vontade e capacidade".

"Ele pensava sempre no amanhã, e em querer fazer melhor e mais, não por uma ambição apenas de querer ter, mas de prestar serviço à comunidade", acrescentou.

Horta Osório

O presidente do Lloyds Bank, António Horta Osório, destacou hoje a "visão estratégica e sentido de responsabilidade notáveis" de Alexandre Soares dos Santos, que aliou o sucesso empresarial a uma "forte vontade de contribuir para o desenvolvimento do país".

“Alexandre Soares dos Santos foi um empresário com uma visão estratégica e sentido de responsabilidade notáveis na maneira como conduziu os negócios da sua família ao longo dos últimos 50 anos", considerou o 'CEO' do Lloyds Bank numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

Segundo o banqueiro, "sempre com enorme foco na constituição e desenvolvimento de bons quadros", o antigo presidente da Jerónimo Martins, que morreu na sexta-feira, aos 84 anos, "tornou o seu grupo líder na distribuição em Portugal e na Polónia".

António Horta Osório notou ainda que Alexandre Soares dos Santos "aliou este sucesso empresarial a uma forte vontade de contribuir para o desenvolvimento do país através das fundações que criou".

"Possuindo um enorme sentido de família, soube preservar a unidade e controlo familiar do grupo, em simultâneo com o profissionalismo das respetivas administrações e equipas de gestão", sublinhou o presidente do Lloyds Bank, que é também administrador não executivo da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, holding da família.

CCP

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de POrtugal (CCP), lembrou hoje o papel importante que o empresário Alexandre Soares dos Santos teve na modernização do setor em Portugal, referindo-se à morte do antigo presidente da Jerónimo Martins.

Lembrando Alexandre Soares dos Santos como “uma personalidade polémica”, João Vieira Lopes referiu também que a Jerónimo Martins foi “o único grupo português [que teve] uma internacionalização efetiva na área alimentar, em particular na Polónia e na Colômbia”.

“Penso que isso são questões marcantes e importantes para a evolução do comércio em Portugal”, afirmou.

Em relação ao futuro da empresa que Alexandre Soares dos Santos fundou, João Vieira Lopes mostrou-se despreocupado, referindo que o antigo presidente “preparou a sua sucessão com antecedência” e lembrou que “todas as empresas têm mudanças geracionais”.

“É a lei da vida”, concluiu.

AEP

“Nesta última homenagem, a AEP recorda a figura de grande relevância de um dos maiores empresários portugueses das últimas décadas, uma referência incontornável para muitas gerações de empreendedores portugueses e estrangeiros”, refere a associação em comunicado à imprensa.

De acordo com a AEP, o trabalho de Alexandre Soares dos Santos impulsionou ainda a “Jerónimos Martins para um reconhecimento que muito tem contribuído para a afirmação de Portugal no exterior”.

A AEP realça também o contributo de Alexandre Soares dos Santos na vida social e cultural portuguesa, através do trabalho desenvolvido na Fundação Francisco Manuel dos Santos.

CSP

"Apresentamos as mais sentidas condolências à família de Alexandre Soares dos Santos e enaltecemos o ímpar percurso empresarial e de cidadania de um Homem que procurou estar sempre à frente do seu tempo", lê-se numa nota da Confederação dos Serviços de Portugal (CSP) enviada à Lusa.

A CSP enalteceu o "contributo para Portugal" de Alexandre Soares dos Santos, quer seja na área da distribuição, quer noutros setores, onde defende que o empresário foi um símbolo de inovação e liderança.

"O seu percurso empresarial foi decisivo para a modernização da economia portuguesa, a sua personalidade tornou-o numa voz respeitada e o seu dinamismo foi indispensável para a criação de um grupo que é hoje uma referência internacional", acrescenta a confederação.

CDS-PP

“O CDS-PP lamenta a morte do empresário Alexandre Soares dos Santos e destaca o papel relevante que, desde cedo, teve na economia, na sociedade e na cultura portuguesas”, sublinham os democratas-cristãos, em comunicado.

Para os centristas, Alexandre Soares dos Santos destacava-se “pela presença imponente que não deixava ninguém indiferente”, recordando que era “alguém que levou a sério a responsabilidade social”.

O CDS lembra ainda importância do grupo Jerónimo Martins (JM) para economia portuguesa e que o setor da distribuição ficará para sempre com a marca do empresário.

“O setor da distribuição nacional ficará para sempre com a sua marca indelével, e o país com a herança de um dos grandes grupos empresariais nacionais”, escreve o partido, transmitindo “os mais profundos sentimentos à família enlutada”.

Rui Rio

Rui Rio lembrou que a morte do antigo presidente da Jerónimo Martins (JM) se seguiu à de Belmiro de Azevedo e à de Américo Amorim, “três empresários que marcaram uma época em Portugal, que desapareceram, que deixaram um grande legado”.

“Agora, temos é de ter empresários de qualidade que possam continuar este trabalho que eles fizeram e outros trabalhos que o país precisa para poder progredir”, acrescentou.

Paulo Jorge Ferreira (reitor da Universidade de Aveiro)

O reitor da Universidade de Aveiro (UA), Paulo Jorge Ferreira, enalteceu o legado do empresário Alexandre Soares dos Santos, sobretudo o seu empenho “em fazer mais pelo país, pela sociedade e pela educação”.

Em março, quando a UA concedeu o grau de doutor “honoris causa” ao antigo líder do grupo Jerónimo Martins, “não foi apenas o empresário inovador, de dimensão internacional, que se quis distinguir”, disse o reitor à agência Lusa. “Foi também o reconhecimento dos distintos contributos de Alexandre Soares dos Santos enquanto promotor da intervenção na sociedade, em áreas como a educação, economia, investigação e cultura”, acrescentou.

Para Paulo Jorge Ferreira, Soares dos Santos foi “uma personalidade única e marcante”, primeiro presidente do Conselho Geral da Universidade de Aveiro, tendo ainda integrado o seu Conselho de Curadores.

“Ao chegar a Aveiro, encontrou uma universidade que ao longo da sua existência se tinha mantido fiel a dois princípios fundadores: a internacionalização e a proximidade com as empresas, com a sociedade e com a região. E que para isso tinha inovado na sua organização e forma de governo”, realçou.

O reitor da UA disse que Alexandre Soares dos Santos, “que tanto prezava a independência e a inovação, teve particular intervenção nestas áreas, mantendo o seu apurado sentido crítico e de rigor em todas as decisões relativas à trajetória institucional”.

A colaboração entre a Universidade de Aveiro e o grupo a que Alexandre Soares dos Santos presidiu desenvolveu-se “em várias frentes”, como a cátedra e o protocolo de cooperação para o setor do retalho e distribuição, as bolsas aos estudantes do mestrado em gestão comercial da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda e o protocolo celebrado com o ECOMARE – Laboratório para a Inovação e Sustentabilidade dos Recursos Biológicos Marinhos.

A sua vontade “foi essencial ao estabelecimento de fundações ou obras sociais de elevado mérito, vocacionadas para o estudo dos grandes problemas nacionais, como forma de contribuir para a dignidade da pessoa humana, para a cidadania, para a solidariedade social, a democracia, a liberdade, a igualdade de oportunidades, o mérito e o pluralismo”.

“Do empresário Alexandre Soares dos Santos, também ficará para a história este empenho em fazer mais pelo país, pela sociedade e pela educação. Em suma, pelo futuro”, concluiu Paulo Jorge Ferreira.

Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP)

“Esta é uma enorme perda para Portugal”, lamentou Bruno Bobone, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP), em comunicado enviado à agência Lusa, realçando que Alexandre Soares dos Santos “foi e será sempre” uma das maiores referências do empresariado português.

O líder da CCIP realçou também que Soares dos Santos foi um “defensor incontornável da iniciativa privada e da ética nos negócios” e que o seu “percurso brilhante” à frente da Jerónimo Martins fica marcado pela “enorme criação de valor para o país”, bem como pelo “sucesso nos processos de internacionalização para a Polónia e Colômbia, onde demonstrou a capacidade dos portugueses de conquistarem novos mercados e superarem a concorrência”.

Bruno Bobone considerou que se perdeu “um Homem com uma visão estratégica única que defendeu sempre uma política de salários dignos como fator de motivação, produtividade e reconhecimento do mérito”.

“O exemplo que nos deixa Alexandre Soares dos Santos deve motivar-nos para construirmos um país melhor”´, afirmou.

Evidenciou também o facto de nos últimos anos o empresário se ter dedicado ao mecenato, realçando que deixou “uma obra extraordinária para Portugal e para os portugueses, através das várias fundações que criou”.

Bruno Bobone referiu ainda que “o legado [de Soares dos Santos] será certamente perpetuado pela sua família e pelos seus colaboradores, que inspirados pelo seu percurso serão capazes de prosseguir a sua missão”.

Fundação Calouste Gulbenkian

“Soares dos Santos foi um empresário visionário, que criou um grupo com dimensão internacional, mas foi também um homem que nunca abdicou das suas convicções e da sua intervenção cívica pelo futuro do país e dos portugueses”, refere a Fundação Calouste Gulbenkian, em comunicado à imprensa.

Segundo a Fundação Calouste Gulbenkian, a herança que o empresário deixa em várias ações filantrópicas e nas fundações que criou é “um exemplo da sua visão, mas também uma referência para todos”.

 (Notícia atualizada às 19h19)

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