O fim de semana deixou adivinhar o que estava para vir. Lemos notícias sobre calor e incêndios, com destaque para o que aconteceu na Lousã: o fogo matou um bombeiro e provocou ferimentos em três outros. Tudo começou com uma trovoada seca, que provocou mudanças de vento repentinas junto ao chão.

Na manhã desta segunda-feira, o IPMA confirmou o que já se supunha para esta semana: prevê-se a continuação de tempo quente, com uma subida gradual a partir de hoje e pelo menos até sexta-feira. Não há dúvidas de que o verão está aí: a temperatura máxima deverá variar entre 30 e 35 graus Celsius no litoral, devendo atingir valores entre 35 e 40 graus nas regiões do interior.

Na origem do tempo quente está um “anticiclone localizado a nordeste dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia, em conjunto com um vale depressionário desde o norte de África até à Península Ibérica, origina o transporte de uma massa de ar quente do norte de África a qual será responsável pela persistência de valores elevados de temperatura ao longo da semana”.

À primeira vista, não há aqui nada de novo comparativamente ao que costumamos ter por esta altura. Mas este ano temos um pormenor a ter em conta: há uma pandemia mundial em curso e o sol e o calor não fazem com que esta desapareça. Assim, 2020 traz um verão com vírus.

Nesse sentido, além de falar sobre os números em Portugal e tudo o que lhes diz respeito, cabe também à Direção-Geral da Saúde reforçar os habituais alertas para esta época do ano:

  • O calor excessivo previsto para os próximos dias (temperaturas muito elevadas com noites tropicais) pode traduzir-se em “maior morbilidade e eventualmente maior mortalidade”;
  • Existem quatro grandes grupos que acabam por estar mais vulneráveis: as crianças, idosos, mulheres grávidas e doentes crónicos;
  • Algumas “medidas básicas”: beber água ou sumos de fruta naturais sem açúcar, mesmo que não haja a sensação de sede, ou usar roupa larga e fresca, chapéu e óculos de sol;
  • As refeições devem ser frias e leves e devem ser várias vezes ao dia;
  • As pessoas devem permanecer durante duas ou três horas em ambientes frescos, porque “o corpo tem mecanismos de regulação térmicas mas precisa de ajuda”;
  • Convém evitar demasiados esforços físicos e não estar ao sol nas horas de maior calor.

A estes avisos típicos do verão acrescentamos os que nunca pensámos ter de considerar: utilizar máscara, higienizar as mãos e manter distância de segurança. A praia está a chamar, mas há que ter todos os cuidados para não deixar o coronavírus vencer.

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