A associação Acreditar veio esta quinta-feira a público demarcar-se da tourada que se irá realizar no próximo dia 14 de março, em Beja, e que conta em cartaz com João Moura, cavaleiro acusado de maus tratos a animais e que este mês viu 18 galgos serem resgatados da sua herdade.

Esta é uma história que tem início em 2019 quando a Acreditar foi abordada pelo pai de uma criança, doente oncológica, que está a fazer tratamento em Coimbra, para a realização de um evento tauromáquico com vista a angariar fundos para a ajudar no financiamento de próteses para o filho.

Segundo a Acreditar, nas conversações, a associação colocou “várias reservas ao evento” e não assinou nenhum texto ou protocolo que a organização do mesmo lhes submeteu. Ainda assim, o evento manteve-se. Agendada para o dia 14 de março, em Beja, na Praça de Toiros José Varela Crujo, com um cartaz que inclui os nomes dos cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles, João Salgueiro, João Moura Jr., João Ribeiro Telles e João Salgueiro da Costa, a tourada intitulada “Acreditar na Vida” publicita-se como um evento de beneficência a favor do Centro de Paralisia Cerebral de Beja e da Associação Acreditar.

“Sem previamente nos terem dado nota disso, a organização iniciou a publicidade do evento usando o nome da Acreditar e imagens que não validou nunca com a nossa associação. Quando confrontados com os cartazes efectuados sem autorização e ao arrepio dos cuidados de imagem da Acreditar, solicitámos a sua retirada, demarcando-nos de qualquer envolvimento neste evento”, afirma a associação em comunicado.

O presidente da Acreditar terá mesmo chegado a escrever ao promotor do evento, reiterando que este não se coaduna com a posição, atuação e filosofia da associação, sem que no entanto tenha tido qualquer efeito.

Perante uma chuva de e-mails e comentários nas redes sociais que associam a associação ao evento, a Acreditar veio a público explicar a situação, afirmando que foi envolvida numa guerra que não é sua.

“A Acreditar tem uma única causa que é a das crianças e jovens com cancro e recusa, com veemência, que arrastem uma organização que actuou neste assunto, como em todos aqueles em que se envolve, de boa-fé, para uma troca de argumentos e uma linguagem na qual não se revê. Reiteramos que a tourada de dia 14 de Março de 2020 não reverte para a Acreditar e pedimos a todos que lutem pelas suas causas sem a utilização de uma associação que não se envolve neste tipo de matérias”, sublinham.

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