“As ferramentas existem, como a Convenção do Património Mundial ou a rede de zonas de biosfera da UNESCO […] Mas é preciso reforçar essas ferramentas e pressionar os Estados a ratificá-las, alargá-las e aumentar as superfícies protegidas, reforçando também os meios de vigilância”, disse Audrey Azoulay, secretária-geral da UNESCO, em declarações à Agência France-Presse à margem de uma conferência na Colômbia sobre a Amazónia.

Este encontro entre seis países da América do Sul, que acontece na Colômbia, deve lançar hoje um apelo à comunidade internacional para melhor conservar e proteger a Amazónia, após os incêndios que a têm devastado no último mês.

“A noção de bem comum, que são essenciais para a transmissão às gerações futuras, diz respeito ao mundo inteiro e está na origem da Convenção do Património Mundial nos anos 1970, ilustrando sítios como a Amazónia, mas também a grande barreira de coral, a floresta tropical africana e o património do mar”, acrescentou Audrey Azoulay.

A Amazónia abrange 12 reservas de biosfera identificadas pela UNESCO, que incluem seis milhões de hectares de floresta, sendo que apenas 1% da superfície total está inscrita como património mundial.

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