Os 28 membros da União Europeia exigiram, esta quinta-feira, o “fim imediato” dos combates em Alepo, no norte da Síria. O comunicado surge com o propósito de salvaguardar as operações humanitárias naquele local, e que o conflito armado tem colocado em causa.

O comunicado da chefe diplomática da União Europeia, Federica Mogherini, afirma que o fim do conflito é necessário para que seja possível “a transferência de feridos, o fornecimento de ajuda humanitária e a reparação de infraestruturas de distribuição de água e eletricidade".

A ONU também lançou um apelo, pela voz de Staffan Mistura pede-se “um gesto de humanidade de ambos os lados”, um cessar-fogo durante 48 horas para que se possa auxiliar os dois milhões de pessoas retidas na cidade.

Desde o início do mês de agosto nenhum comboio humanitário foi autorizado a entrar nas áreas sitiadas, e o facto de as negociações estarem paradas, não está a ajudar.

A diplomacia das Nações Unidas na Síria está cada vez mais marginalizada, o que levou um grupo de 15 médicos, que se encontra numa região controlada pelas forças rebeldes, a pedir auxílio ao presidente Barack Obama para tentar salvar 250 mil civis que estão a viver sem as condições mínimas de sobrevivência.

No mesmo apelo é ainda referido que os ataques aéreos da aviação russa a instalações médicas têm sido constantes.

Rússia aceita cessar-fogo durante 48 horas

A Rússia anunciou também, esta quinta-feira, a disponibilidade para instaurar, "a partir da próxima semana", uma “trégua” humanitária semanal de 48 horas em Alepo, palco do conflito sírio no qual as forças do regime de Damasco e os rebeldes se enfrentam.

O porta-voz do ministério da Defesa russo, Igor Konachenkov, veio a público dizer que o país está disposto "a instaurar esta pausa humanitária de 48 horas a partir da próxima semana, para permitir a entrega de ajuda aos habitantes de Alepo".

Há quase cinco anos em guerra, mais de 250 mil pessoas já morreram e 11 milhões de pessoas vivem deslocadas, segundo os números da ONU.

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