Em comunicado divulgado hoje, a universidade com sede em Vila Real explicou que já obteve a certificação para 25 edifícios, dentro do programa para a certificação energética de edifícios.

As reduções foram alcançadas através da substituição de 35 mil metros quadrados de “materiais pouco amigos do ambiente por materiais energeticamente eficientes, com vista ao melhoramento das envolventes opacas e envidraçadas dos edifícios”.

A UTAD promoveu ainda investimentos em fontes de energia renovável, com a instalação de caldeiras de produção de água quente a biomassa e a instalação de cerca de mil painéis fotovoltaicos, pode ler-se.

Foram ainda substituídas cerca de 12 mil lâmpadas “de tecnologia obsoleta por sistemas baseados em tecnologia LED, o que permitiu uma redução da potência instalada num valor superior a 400 quilowatts” e também instalados “novos sistemas de climatização de eficiência elevada”.

Quanto a “ações concretas” para o consumo eficiente de água, foram instaladas mais de 500 torneiras redutoras de consumo de água e sistemas de bombagem eficientes, existindo ainda “um plano de intervenção rápida para colmatar e controlar a existência de fugas”.

Através de um Plano de Gestão de Resíduos, a UTAD promoveu a separação e de reciclagem de materiais, alcançando uma “redução muito significativa de resíduos que são remetidos para aterro sanitário”.

“O Campus da UTAD obteve, recentemente, certificação internacional relativa aos Sistemas de Gestão Ambiental e de Gestão de Energia, em simultâneo, por um período de três anos, tendo cumprido todos os requisitos exigidos”, anunciou ainda.

Este conjunto de ações transforma o Campus da UTAD num verdadeiro Ecocampus, acrescentou o comunicado.

“Pretende-se que o Campus da UTAD, que concentra o maior Jardim botânico da Península Ibérica, e que integra mais de 6.500 árvores, possa ter um balanço positivo de carbono”, aponta também.

Para o Pró-Reitor da UTAD para a área do Património e Sustentabilidade, Amadeu Borges, “trata-se de mais um passo na afirmação da UTAD como instituição que privilegia o uso eficiente de recursos numa perspetiva ecológica e de melhoria contínua dos espaços oferecidos a trabalhadores e estudantes”.

O também investigador do Centro de Química de Vila Real, e responsável pela implementação dos Sistemas de Gestão Ambiental e de Energia na UTAD, acrescentou que “a obtenção desta certificação foi um processo longo, tendo em conta as muitas exigências requeridas para cumprimento das normas”.

Em Portugal, “são poucas as instituições que possuem certificação nestes referenciais, sendo que a UTAD é a primeira instituição não empresarial a obter a certificação simultânea nos dois referenciais”.

Na Europa, a universidade transmontana faz parte de um grupo com menos de dez instituições, a sua maior parte do Reino Unido, que possuem esta dupla certificação, disse ainda.

A obtenção destas certificações para um Campus com cerca de 130 hectares, com 46 edifícios e com cerca de 7000 utilizadores, “apresentou enormes desafios, muito dificilmente encontrados no setor da indústria”, fazendo com que a “vontade de melhorar seja ainda maior”, sublinhou Amadeu Borges.

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