O que sabemos até agora:

  • O que aconteceu em Alcanar? Na noite de quarta-feira, dia 16, uma explosão ocorre numa residência em Alcanar, a 190 km de Barcelona, no sudoeste da Catalunha, matando uma pessoa e ferindo outras 16;
  • Maior parte destes ferimentos ocorrem quando as forças de socorro (bombeiros e polícias) no local são apanhados por uma segunda explosão enquanto estavam a investigar a primeira;
  • Esta casa, acredita a polícia, operava como uma espécie de "fábrica de engenhos explosivos" e onde, ao que tudo indica, a célula terrorista se preparava para carregar o material nos veículos alugados;
  • A explosão terá obrigado o grupo terrorista a optar por um plano alternativo;
  • José Lluis Trapero, responsável pela polícia que está a investigar os atentados, revela que os ataques em Barcelona no dia seguinte estão muito provavelmente relacionados e que estão reunidas provas suficientes para concluir que os ocupantes da residência estavam a preparar um plano para atacar vários pontos de Barcelona, em maior escala, do aquele que acabaram por executar;
  • É encontrado um corpo debaixo dos escombros, a segunda vítima, durante as investigações, na tarde de sexta-feira, dia 18;
  • O que aconteceu em Barcelona? Por volta das 17:00 (16:00 em Lisboa) de quinta-feira, 17 de agosto, uma carrinha subiu um passeio pedonal nas Ramblas, percorrendo mais de 500 metros em ziguezague, indo deliberadamente contra transeuntes até embater contra um quiosque. Este atropelamento em série provocou pelo menos 13 mortos e 120 feridos;
  • Na sexta-feira, dia 18, uma manifestação de extrema-direita e uma contramanifestação antifascista no local onde termina atentado terrorista de Barcelona obrigou à intervenção da polícia antimotim;
  • O que aconteceu em Cambrils? Na madrugada seguinte ao atentado em Barcelona, a polícia levou a cabo uma operação de contra-terrorismo na cidade costeira de Cambrils, na província catalã de Tarragona, a 120km de Barcelona, onde teve lugar um segundo ataque;
  • Seis pessoas ficaram feridas, tendo uma mulher acabado por vir a falecer;
  • Os cinco terroristas que foram abatidos nesta operação tinham falsos coletes armadilhados atados ao corpo, mas foram encontradas facas e um machado no carro onde tentaram executar o segundo ataque — semelhante ao primeiro. A polícia relata que uma só agente, do sexo feminino, abateu os 5 suspeitos;

O que está a revelar a investigação:

  • Entre os atacantes mortos, estão três jovens marroquinos que viviam em Espanha desde a infância: Moussa Oukabir, Saïd Aallaa e Mohamed Hychami, com 17, 18 e 24 anos;
  • Três outras pessoas também envolvidas estão identificadas, mas não foram detidas; dois deles acredita-se que sejam dos cadáveres encontrados nos escombros da residência em Cambrils;
  • 14 pessoas perderam a vida nestes dois atentados - entre as quais duas mulheres de nacionalidade portuguesa. Uma mulher de 74 anos e a sua neta, de 20, que estava desaparecida. A confirmação foi dada por António Costa, em declarações à RTP. Os corpos das duas portuguesas, da região de Sintra, devem ser repatriados na segunda-feira.
  • As vítimas do atentado terrorista são de pelo menos 34 nacionalidades diferentes;
  • Quatro pessoas foram detidas pelas autoridades espanholas até ao momento. Três (nacionalidade marroquina) em Ripoll, um (nacionalidade espanhola) em Alcanar. Os dois primeiros na quinta-feira; terceiro e quarto durante a manhã de sexta-feira. Nenhum apresenta antecedentes ou ligações com estruturas terroristas;
  • Josep Luis Trapero, o responsável dos Mossos d'Esquadra, polícia catalã, informa que o condutor da carrinha ainda se encontra em fuga. Este será Younès Abouyaaqoub, um marroquino de 22 anos;
  • Acrescentou também que as autoridades acreditam que estava a ser planeado um ataque de maior dimensão. No entanto, com a explosão registada na residência em Alcanar, na quarta-feira, os terroristas tiveram que optar por meios "mais rudimentares";
  • "Trata-se de um grupo, mas não sabemos ao certo o número específico. Porém, não excluímos a hipótese de terem outros ataques em mente", acrescentou Trapero.
  • A polícia confirma que estão a ser investigados três veículos, incluíndo a carrinha branca encontrada na madrugada de sexta-feira em Vic;
  • A polícia está a pedir a todos os espanhóis que tenham informações relevantes que contactem as autoridades;
  • O Estado Islâmico reivindicou o ataque, segundo a agência de propaganda Amaq. Este dado foi revelado por Rita Katz, diretora do SITE, o centro norte-americano de vigilância de redes sociais usadas por terroristas;
  • As autoridades pedem a todos os que se encontram (ou se encontraram) no local do atentado que informem as famílias do seu paradeiro através das redes sociais, de maneira a não sobrecarregar as linhas telefónicas. A Polícia Nacional espanhola informa que o dispositivo "Safety Check" do Facebook já se encontra ativo para o efeito;
  • José Luís Carneiro, o Secretário de Estado das Comunidades recomenda aos viajantes portugueses no estrangeiro o uso da aplicação “Registo Viajante” e pede que evitem os locais de grande concentração populacional, na sequência dos atentados como o da Catalunha. “Eu recomendo aos portugueses que estão em viagem - em turismo ou em trabalho - a utilização da aplicação ‘Registo Viajante’. É uma aplicação móvel gratuita que permite termos uma base de dados dos portugueses que estão em movimento. São portugueses que habitualmente não se registam em postos consulares, porque estão nos países de uma forma muito temporária”, disse. Devem ainda "ser evitadas grandes concentrações populacionais, nomeadamente no seguimento destes atentados [Barcelona]. Nestes casos, o receio das autoridades é que possa haver réplicas nas imediações, daí que devam evitar, quando ocorrem estes atentados, locais de grande concentração populacional”, frisou;
  • Esta sexta-feira, cerca das 11:00 (12:00 em Portugal), milhares de pessoas participaram num minuto de silêncio. No final, gritou-se "Não temos medo!". O rei Felipe VI, o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, o chefe do governo regional, Carles Puigdemont, e a presidente da câmara de Barcelona, Ada Colau, lideraram a homenagem;
  • Foram decretados três dias de luto nacional em Espanha;
  • O ministro do Interior francês Gérard Comb anunciou que o seu país reforçou a segurança e vigilância nas fronteiras para impedir que os suspeitos de pertencerem à célula terrorista que organizou os ataques em Barcelona e Cambrils possam escapar;
  • Os voos com destino a Barcelona decorrem normalmente. É esperado que assim continue nos próximos dias, de acordo com The Guardian, que cita as companhias aéreas British Airways, easyJet e a Ryanair;
  • Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol, Carles Puigdemont, em conferência de imprensa, anunciam que a "guerra contra o terrorismo é aquilo que mais preocupa a Europa" e que, numa reunião em Madrid, agendada para sábado, será revisto o nível de alerta de ameaça terrorista;
  • Desde o final de junho de 2015 que Espanha está com um nível alto (quatro em cinco) de ameaça terrorista.
  • Por cá, António Costa considera que "não se justificou a alteração do estado de risco em Portugal";
  • Ao contrário do que foi inicialmente avançado, na quinta-feira, a polícia confirmou que ninguém se encontrava barricado num restaurante turco, no centro de Barcelona, na parte norte das Ramblas;
  • Todas as entradas e saídas de Barcelona estão a ser vigiadas e sob alto controlo policial;
  • Estes ataques são os últimos na Europa em que foi utilizado um veículo, após os atentados registados em Estocolmo, Nice, Berlim e Londres, que no total fizeram mais de 100 mortos;
  • O último ataque registado em Espanha ocorreu em março de 2004, quando aconteceram três explosões em simultâneo na estação de Atocha, em Madrid, vitimando fatalmente 191 pessoas, num ataque levado a cabo por extremistas que se inspiraram na Al-Qaida. Barcelona não vivia uma situação semelhante desde 1987, num atentado levado a cabo pela ETA a um supermercado da cadeia Hipercor. Morreram 21 pessoas.

[Notícia atualizada 12:45]

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