Ao longo dos três dias em território venezuelano, José Luís Carneiro deverá passar por Caracas, Valencia e Maracay, cidades com presença elevada de emigrantes portugueses e lusodescendentes.

Durante a manhã deste primeiro dia, o secretário de Estado vai visitar a Consulta Médica à comunidade portuguesa em Los Teques - fruto de uma iniciativa implementada pelo movimento associativo luso-venezuelano e que conta com o apoio financeiro do Estado português -, o lar Padre Joaquim Ferreira, e o consulado-geral de Portugal em Caracas.

Na parte da tarde, o representante irá reunir-se com cônsules honorários, conselheiros das comunidades portuguesas e dirigentes associativos na residência oficial do embaixador de Portugal, em Caracas.

O mesmo local será palco, mais tarde, de uma receção à comunidade portuguesa por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (celebrado no dia 10 de junho), em que o secretário de Estado distinguirá o jornalista Felipe Gouveia, correspondente da Agência Lusa, o padre Alexandre de Sousa e o jornal da comunidade Correio da Venezuela com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas.

Esta é a sétima ida de José Luís Carneiro ao país, sendo que cinco das anteriores incluíram contacto direto com a comunidade e a mais recente, no mês passado, aconteceu no âmbito do Grupo de Contacto Internacional para a Venezuela.

Na terça-feira, o secretário de Estado estará em Valencia - onde, à semelhança do primeiro dia, irá visitar o consulado-geral, clínicas e associações e reunir-se com cônsules honorários, conselheiros das comunidades e dirigentes associativos locais - e Maracay.

Segundo dados do Governo, estão registados nos consulados da Venezuela cerca de 180.000 portugueses, mas estima-se que o total de portugueses e lusodescendentes no país possa ultrapassar os 300 mil.

A Venezuela atravessa uma grave crise humanitária, encontrando-se num impasse político desde janeiro deste ano, quando Juan Guaidó, Presidente da Assembleia Nacional, se autoproclamou Presidente interino, alegando falta de legitimidade de Nicolás Maduro, eleito em 2017.

Segundo o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mais de quatro milhões de pessoas já saíram da Venezuela desde 2015, tendo um milhão destes abandonado o país desde novembro.

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