“Chegámos a 359 presos políticos na Venezuela. Entre ontem e hoje foram mais 42″, escreveu o diretor do FPV na sua conta do Twitter.

Segundo Alfredo Romero, há ainda a registar a detenção, sexta-feira, de 53 pessoas, nos Estados de Zúlia (19), Carabobo (16) e 18 no Distrito capital.

Presos do Centro Penitenciário de El Dorado, no estado venezuelano de Bolívar (sudeste de Caracas), segundo a imprensa local, negaram-se, entretanto, a permitir a entrada de estudantes detidos durante os protestos da oposição.

Os presos estão a exigir ao Governador Francisco Rangel Rómez, que envie a El Dorado cinco polícias estaduais e um sargento da Guarda Nacional (polícia militar), que foram detidos pelas autoridades por suspeita de envolvimento no assassinato de um estudante de enfermagem, Augusto Puga (22), a 24 de maio último, durante uma manifestação da oposição.

A morte do jovem motivou vários protestos no Estado de Bolívar.

Na Venezuela, as manifestações a favor e contra o Presidente Nicolás Maduro intensificaram-se desde 01 de abril último, depois de o Supremo Tribunal de Justiça divulgar duas sentenças que limitavam a imunidade parlamentar e em que aquele organismo assumia as funções do parlamento.

Entre queixas sobre o aumento da repressão, os opositores manifestam-se ainda contra a convocatória a uma Assembleia Constituinte, feita a 01 de maio último pelo Presidente Nicolás Maduro.

Desde então, pelo menos 74 pessoas morreram no âmbito de protestos, mais de 2.000 pessoas foram detidas e mais de uma centena submetida a julgamentos em tribunais militares.

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