Depois de seis minutos de discurso, André Ventura não foi aplaudido nem teve qualquer pedido de esclarecimento, como habitualmente acontece neste tipo de debates dedicado a declarações políticas.

O parlamentar do Chega criticou o parlamento, por estar “cada vez mais longe das pessoas”, o Presidente da República, que “tira ‘selfies’ atrás de ‘selfies’ e nada resolve do país”, e o Governo do PS, que diz ser de “boas contas”, mas depois revela défices no Serviço Nacional de Saúde de 559 milhões de euros.

Sinal do que considera ser esse afastamento dos cidadãos é a agenda de alguns dos partidos no parlamento, “quando lá fora se discute Tancos, quando se discute o Serviço Nacional de Saúde ou os terroristas de Aveiro que tiveram que ser presos em França porque cá tinham asilo político”.

No parlamento, disse ainda, fala-se “da Greta que chega a Lisboa”, com alguns deputados “a aplaudir e a tirar fotografias”, dos “elefantes no Camboja” que vão deixar de ser utilizados nos passeios turísticos, numa referência a um voto do PAN, que acabou por não ser votado.

Aos partidos de esquerda, Bloco, PCP e Livre, fez um desafio: “Se o Bloco, o PC e o Livre têm tanto amor pelos professores, então chumbem o Orçamento do Estado porque o que o Governo vai dar aos professores é uma mão cheia de nada”.

E numa sessão em que se falou de regionalização e da exigência de um referendo, feita pelo CDS-PP, caso o processo avance, André Ventura afirmou que é contra as regiões por serve “para dar tachos” que “os portugueses não querem nem merecem pagar”.

A regionalização, sintetizou, “só serve para dar tachos”.

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