Quantas pessoas estão sitiadas?

Um total de 486.700 pessoas vivem sitiadas na Síria, das quais mais de metade, estão cercadas pelo regime. Além disso, 4,6 milhões estão em zonas "dificilmente acessíveis", segundo o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).

Quais são as regiões sitiadas? 

Os cercos impostos pelo regime são registados, principalmente, nos subúrbios da capital, Damasco. As localidades mais afetadas são Duma, Erbin e Zamalka, na região de Ghuta oriental, assim como Muadamiyat al Sham, na Ghuta ocidental, todas controladas pelos rebeldes. Nesta província há outras duas localidades sitiadas: Madaya e Zabadani, nas quais foram reportados casos de morte por fome. Os militantes acusam o regime de Bashar al Assad de recorrer aos cercos para forçar os rebeldes a render-se.

Os insurgentes usam a tática do cerco contra as localidades xiitas de Nebol e Zahra, na província de Aleppo (norte), e as de Fua e Kafraya, na de Idleb (noroeste). Tentaram vincular a situação de Fua e Kafraya à de Zabadani e Madaya, exigindo que se a ajuda for entregue às localidades favoráveis ao regime se faça o mesmo com as rebeldes. Os insurgentes islamitas, inclusive uma organização ligada à da Al-Qaeda na Síria, a Frente al Nosra, cercam desde 2014 a cidade de Afrin, na província de Aleppo.

O grupo jihadista Estado Islâmico sitia desde janeiro de 2015 a cidade de Deir Ezor, no leste da Síria, onde vivem mais de 200 mil pessoas. A organização extremista controla a maioria da província com o mesmo nome.

Madaya, Síria

Que zonas receberam ajuda?

A ajuda chegou com uma frequência irregular a várias zonas sitiadas, mas as ONGs afirmam que o acesso permanece insuficiente. Os comboios de camiões carregados de alimentos, remédios e cobertores entraram em Madaya, Fua e Kafraya em várias ocasiões em janeiro. Mas, segundo a organização Médicos sem Fronteiras, pelo menos 16 pessoas morreram em Madaya desde meados de janeiro, apesar desta ajuda. O fornecimento de ajuda é um processo imprevisível, com anulações de comboios na última hora devido à retirada da autorização ou ao reinício dos combates. Por causa destes obstáculos, a ONU só conseguiu socorrer no ano passado menos de 10% dos civis em localidades "dificilmente acessíveis".

Como a comunidade internacional reage?

O Conselho de Segurança da ONU pediu em várias ocasiões um acesso humanitário sem condicionantes na Síria e a suspensão de todos os cercos, principalmente numa resolução mais recente, a 2254. A oposição síria exigiu que esta resolução seja aplicada, antes de participar nas negociações de paz organizadas pela ONU em Genebra.

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