O autarca, também presidente da Câmara de Carregal do Sal, no distrito de Viseu, disse à agência Lusa que este investimento está previsto, “mas nunca mais arranca”.

“Há umas pequenas obras a nível de taludes, mas não resolvem os problemas. Felizmente não houve feridos. Acidentes haverá sempre, mas as obras podem minimizar a intensidade. Estes descarrilamentos mostram que há mesmo necessidade de se requalificar toda a linha”, disse.

Rogério Abrantes pediu urgência para o arranque das obras e disse que esta obra “já não tem reivindicação possível, porque já esta delineada pelo Governo”.

“Mas vamos continuar a reivindicar as obras no Itinerário Principal 3 (IP3). A linha está aprovada e não anda. Vamos pedir ao Governo para avançar com rapidez”.

Um comboio intercidades que fazia a ligação de Guarda para Lisboa descarrilou hoje em Mortágua, não havendo para já feridos a registar, segundo informação da proteção civil e da empresa CP.

O descarrilamento aconteceu pelas 08:40 (hora de Lisboa) à entrada do túnel do Coval, em Mortágua, já depois da paragem em Santa Comba Dão, segundo as mesmas fontes.

A bordo seguiam 71 passageiros e três pessoas da tripulação, não havendo feridos, disse fonte oficial da CP - Comboios de Portugal.

Inicialmente, a empresa referira 57 passageiros e dois membros da tripulação, mas, entretanto, corrigiu essa informação.

O descarrilamento foi da locomotiva e das duas primeiras carruagens.

A modernização total da Linha da Beira Alta, que entrou em funcionamento há 135 anos, deverá arrancar em pleno em 2019, após a conclusão da modernização da Linha da Beira Baixa, e deverá custar perto de 700 milhões de euros.

A empreitada inclui a eliminação de todas as passagens de nível e a construção de uma nova "concordância" (ligação) entre a Linha do Norte e a Linha da Beira Alta, em Pampilhosa, que vai evitar que as composições vindas do Norte e com destino a Vilar Formoso façam um desvio de alguns quilómetros para sul, como agora acontece.

"Vai ser vital para o transporte de mercadorias dos portos de Leixões e Aveiro", resumiu a 28 de outubro de 2017 o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, acrescentando que um dos objetivos do seu ministério é aumentar a taxa de transporte ferroviário de mercadorias, que agora se cifra em apenas 4% da carga total transportada em Portugal.

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