“Não queremos o confronto com ninguém, não precisamos. (…) Ao contrário de alguns dos nossos colegas estrangeiros, que veem na Rússia um adversário, não procuramos e nunca procurámos inimigos”, declarou Putin, segundo declarações transmitidas pela televisão.

“Nós precisamos de amigos. Mas não admitimos que os nossos interesses sejam violados ou negligenciados. Queremos e vamos decidir o nosso destino por nós mesmos”, adiantou.

A anexação da Crimeia por Moscovo em março de 2014, o conflito na zona leste da Ucrânia e a intervenção russa na Síria conduziram ao pior estado das relações entre a Rússia e os ocidentais desde o final da Guerra Fria em 1991.

O Presidente russo reafirmou estar pronto a trabalhar com a equipa do Presidente norte-americano eleito, Donald Trump, logo que ele assuma funções em janeiro.

“É importante normalizar e começar a desenvolver as nossas relações bilaterais numa base de igualdade e de benefícios mútuos”, declarou.

Putin ainda apelou aos russos para retirarem lições do seu doloroso passado — nomeadamente da Revolução Bolchevique de 1917, cujo centenário a Rússia assinala no próximo ano — assegurando a unidade e a estabilidade do país.

“Precisamos aprender as lições da História para nos reconciliarmos, para reforçar um acordo social e político dificilmente conseguido”, afirmou perante os deputados, senadores e membros do governo reunidos no Kremlin.

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