Carlos Moedas falava no evento “Above and Beyond Hangout — Business Abroad: Countdown to Collision”, organizado em parceria com a Startup Portugal, que decorreu em Lisboa.

Na abertura do evento, num painel que contava também com a presença do cofundador e presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, foi lançada a questão a Carlos Moedas, para tirar “o elefante da sala”, sobre se a realização da cimeira tecnológica no Rio de Janeiro, que ocorrerá entre 01 e 04 de maio de 2023, será uma ameaça ou uma oportunidade para Lisboa e para o ecossistema português.

Carlos Moedas começou por dizer que desde “o primeiro momento em Portugal” esteve na equipa que na altura foi ter com Paddy Cosgrave, sublinhando que tem sido desde sempre e é “um grande fã da Web Summit”.

A Web Summit “tem sido transformação para o nosso país, não só para Lisboa”, sublinhou o autarca.

“Somos muito sortudos por ter a Web Summit em Lisboa, o impacto ao longo dos anos” do que a Web Summit fez e alcançou “é muito único e surpreendente para a cidade de Lisboa”, prosseguiu Carlos Moedas.

“A parceria com a Web Summit é uma relação de longo prazo porque é isto que eu quero para a cidade, é que Lisboa seja a capital da inovação da Europa e para ser a capital da inovação da Europa” é preciso “a Web Summit”, sublinhou o presidente.

Carlos Moedas assumiu ser “provavelmente” o presidente de câmara que esteve “mais envolvido na Web Summit”, mesmo antes de ter ganhado as eleições de Lisboa: “Estive aqui todos os anos e estive envolvido a nível europeu”.

Quanto ao que pretende daquela que é considerada a maior cimeira tecnológica do mundo, o autarca foi muito claro.

“O que eu quero da Web Summit é realmente aumentar a nossa parceria para o nível seguinte e é isso que tenho vindo a falar com o Paddy e o Artur [Pereira, diretor-geral da Web Summit em Portugal], como é que podemos fazer mais”, prosseguiu.

E uma das coisas “que estamos a trabalhar em conjunto, e é parte de um dos grandes projetos que temos para Lisboa” é se se quer que Lisboa seja a capital da inovação, “eu preciso de me focar em ‘scale-ups’, em conseguir empresas de outro nível”, apontou.

Por isso, “tenho um conceito que discuti com o Paddy muitas vezes, enquanto comissário europeu, de ter uma fábrica de unicórnios em Lisboa”, referiu.

Carlos Moedas salientou que quando se refere a “fábrica de unicórnios”, tal “é uma metáfora”, ou seja, “um lugar” onde se pode aceder ao processo que leva às inovações para depois serem empresas e grandes empresas.

“Para isso há algo que eu quero que a Web Summit seja connosco, porque a Web Summit foi o pai e a mãe, de alguma forma, do ecossistema internacional”, continuou.

Salientou que antes da Web Summit se realizar em Lisboa, Portugal tinha “algumas ‘startups’, mas não estavam no mapa.

“Acho que Web Summit veio e colocou Portugal no mapa as ‘startups’ no mundo, é muito sortudo da nossa parte ter a Web Summit”, salientou, acrescentando que o evento de hoje não era para falar da cimeira tecnológica, mas do Collision, “que é um pouco da Web Summit no Canadá, na América do Norte”.

A Web Summit “está no Rio, estará provavelmente em outras partes do mundo, é bom para eles, é um bom negócio e estou muito feliz por eles”, referiu Carlos Moedas.

“Aquilo que vou sempre lutar enquanto presidente da câmara é termos aqui uma plataforma global”, garantiu, salientando que é natural que se criem estas dinâmicas em todo o mundo, referindo desejar que “Lisboa seja a base”.

Carlos Moedas insistiu que “não há nenhum elefante, não há absolutamente nada à parte de uma ótima parceria” com a Web Summit, elogiou Artur Pereira e reforçou que “o compromisso de Lisboa com a Web Summit é para o longo prazo”.

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