"Três palavras: Eu adoro Lisboa", resumiu Paddy Cosgrave, à agência Lusa, quando questionado sobre o balanço que faz da cimeira tecnológica, agora a um dia de chegar ao fim.

De tal forma confessa esta paixão que adiantou já que na edição de 2017, a Web Summit "vai aumentar o perímetro" do evento ao pavilhão 4 da FIL, onde este ano estão montados os balcões de registo, "e o número de participantes para um máximo de 80 mil pessoas".

"Acho que nunca iremos ultrapassar os 80 mil participantes, o pavilhão (4) tem essa capacidade e penso que esse será o nosso máximo", disse o fundador do evento.

Classificando como "incrível" a experiência do evento, que decorre em Lisboa há três dias, Paddy Cosgrave disse que esta não é apenas uma opinião sua.

"Basta olharem para a resposta 'online' e para o que disse um dos críticos e 'bloggers' mais influentes do mundo de tecnologia, o Robert Scoble, para quem esta é a melhor conferência tecnológica do mundo e a decisão de vir de Dublin para Lisboa foi absolutamente certa", afirmou.

Sobre o 'feedback' que tem recebido dos participantes, investidores e empreendedores, o fundador disse que "tem havido milhares de encontros", sobre os quais se vai ouvir falar nos próximos meses ou semanas, e sublinhou não ter dúvidas de que se criaram várias relações, nomeadamente entre empresas portuguesas e investidores internacionais.

"Olhando para as fotografias no Instagram hoje de manhã quando acordei, vi que ainda havia investidores e empreendedores nas ruas às 05:00 e 06:00 da manhã", relatou.

À experiência, acrescentou, juntam-se também "ótimas peças jornalísticas" na imprensa internacional sobre 'startups' portuguesas, como a Uniplaces, a Codacy e a Farfetch, nos últimos dias.

Sobre a possibilidade de autonomizar o Lisbon Global Forum, evento paralelo mas que decorre em simultâneo com a Web Summit, Paddy Cosgrave admitiu que tal "é possível", mas sem adiantar mais pormenores.

"Isto começou como uma ideia de juntar 25 pessoas na tarde de segunda-feira antes do arranque da Web Summit e agora tornou-se num ponto de encontro de líderes das maiores empresas tecnológicas do mundo, de presidentes de grandes empresas tradicionais, de primeiros-ministros e líderes da Comissão Europeia. Isto nunca aconteceu e já tem tanto potencial, portanto vamos ver o que 2017 nos reserva", afirmou.

Sobre a falha no telemóvel que teve em palco aquando de uma tentativa de ligação em 'streaming' na cerimónia de abertura do evento na segunda-feira, Paddy Cosgrave deu explicações.

"O mais importante não é que o 'wifi' tenha funcionado ou não comigo no palco na primeira vez, mas sim que o 'wifi' funcionou para 50 mil pessoas na audiência, nunca vi tal acontecer com tanta gente, ?super big nerds' (pessoas muito dedicadas a atividades intelectuais), muitos deles com dois telemóveis, ?tablets' ou computador", disse.

Mas deu ainda mais um toque: «Não sei a parte específica. O que sei é que assim que saí do palco, a Cisco e a Portugal Telecom disseram-me - "usa esta rede e eu cliquei no 'wifi'" - e voltei para o palco e funcionou tudo perfeitamente».

Paddy Cosgrave falou ainda das estatísticas da Cisco que mostraram o funcionamento em simultâneo de mais de 50 mil equipamentos, muitos deles em 'streaming' (em tempo real) e que descarregaram terabytes, naquilo que considerou "uma meta fantástica e da qual Portugal deve ficar muito orgulhoso".

A Web Summit de Lisboa, que arrancou na segunda-feira, conta com mais de 53.000 participantes, de 166 países, incluindo 15.000 empresas, 7.000 presidentes executivos e 700 investidores.

Entre os oradores, estarão os fundadores e presidentes executivos das maiores empresas de tecnologia, bem como importantes personalidades das áreas de desporto, moda e música.

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