Assange falou, através de videoconferência, para Berlim, onde o Wikileaks assinala hoje o seu 10.º aniversário.

“A primeira publicação vai ser esta semana”, disse Assange, acrescentando que pretende publicar documentos “três vezes por semana” até às eleições nos Estados Unidos, previstas para 08 de novembro.

Os novos documentos incluem informações sobre política norte-americana, mas também sobre os setores petrolífero e de armamento e sobre espionagem, disse.

Assange recusou dar pormenores, dizendo apenas que algumas das informações “são significativas” para as eleições norte-americanas, mas assegurou ser falso que pretenda destruir a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton.

Os novos documentos, disse, revelarão “características interessantes” de algumas instituições e de “como operam”.

Julian Assange está refugiado há quatro anos na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia, onde é investigado por alegados delitos sexuais, por recear ser entregue aos Estados Unidos, que o querem julgar pela revelação de informações confidenciais.

O Wikileaks tem divulgado milhares de documentos, entre os quais arquivos sobre a prisão de Guantánamo, as guerras do Iraque e do Afeganistão e documentos diplomáticos dos Estados Unidos.

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