O relatório divulgado esta madrugada pela FIFA sobre as transferências internacionais em 2016, que engloba as seis confederações (UEFA (Europa), CONMEBOL (América do Sul), AFC (Ásia), CONCACAF (América do Norte, Central e Caraíbas), CAF (África) e OFC (Oceania)), mostra um mercado sem precedentes: 14 591 negócios completos. Mais 990 que em 2015, um recorde.

Mas o organismo que tutela o futebol a nível mundial deixou cair os holofotes sobre um país em particular: a China, que saltou diretamente para o ‘Top Cinco’ das transferências internacionais, com mais de 450 milhões de dólares (312,7 milhões de euros) investidos na contratação de jogadores. 17 vezes mais do que o valor gasto em 2013, que fixava o gigante asiático na 20.ª posição do mesmo ranking.

Para tal muito tem contribuído a chegada de várias estrelas ao oriente. De todas elas destaca-se o brasileiro Óscar, que chegou ao Shanghai SIPG, clube treinado por André Villas-Boas, por 86,4 milhões de dólares (60 milhões de euros).

Os russos também são destacados pela FIFA com um aumento de 383% em gastos com transferências, de 2015 para 2016.

O ranking é liderado pela poderosa Inglaterra que investiu mais de mil milhões de dólares em 2016. Foi um ano em que grandes nomes chegaram a terras de sua majestade, com o francês Pogba a ser o nome mais sonante, e caro.

Do primeiro ao quinto lugar, o top completa-se com a Alemanha, 576,4 milhões de dólares (400,58 milhões de euros), Espanha, 508,7 milhões de dólares (353,5 milhões de euros), e Itália, 508,5 milhões de dólares (353,3 milhões de euros).

No que toca às vendas, foram os espanhóis que mais faturaram em 2016, com 554,4 milhões de dólares (385,3 milhões de euros), seguidos pelos italianos, 486,2 milhões (337,9 milhões de euros), e os franceses, com 453,8 milhões (315,3 milhões de euros).

No final, as contas levam bastantes zeros, 4,7 mil milhões de dólares (3,27 biliões de euros) andaram a circular pelo mundo sobe a forma de jogadores de futebol, e o cenário que fica é de uma modalidade cada vez mais globalizada, com 879 transferências a ocorrerem entre países que nunca tinham realizado um negócio.

Na China os números são mesmo de nos deixar de olhos em bico

O clube chinês de futebol Beijing Guoan foi comprado por uma construtora da China e passou a estar avaliado em 754 milhões de euros - quase três vezes mais do que o Benfica, o clube mais valioso de Portugal.

O Sinobo Land pagou 3,56 mil milhões de yuan (481 milhões de euros), ao conglomerado estatal CITIC, por 64% do Guoan, segundo um comunicado publicado na quinta-feira pela bolsa de Hong Kong, que detalha que a CITIC mantém a participação de 36% e que o clube será rebatizado Beijing Sinobo Guoan.

O quinto classificado na Superliga chinesa passa assim a valer 5,5 mil milhões de yuan (754 milhões de euros), o equivalente a 2,6 vezes o valor do campeão português Benfica e mais do que os italianos do AC Milan, um dos clubes mais valiosos da Europa.

O Beijing Guoan não se sagra campeão desde 2009 e a melhor classificação que alcançou, desde então, foi o segundo lugar, em 2011, quando era treinado pelo português Jaime Pacheco.

Com sede em Pequim, sede de um município com mais de 21 milhões de habitantes, o Guoan joga no Estádio dos Trabalhadores, ícone da arquitetura socialista da capital chinesa, erguido em 1959 para celebrar o 10.º aniversário da China comunista.

O país asiático está a tentar limitar o montante gasto com a contratação de jogadores estrangeiros, depois de em 2016 os clubes chineses terem gastado 460 milhões de euros, cerca de três vezes o montante despendido no ano anterior.

Os clubes chineses, detidos na sua maioria por grandes firmas privadas e estatais, bateram por seis vezes o recorde da transferência mais cara no país, culminando com a contratação do brasileiro Óscar, pelo Shanghai SIPG, agora treinado por André Villas-Boas, aos ingleses do Chelsea.

No início do mês, o ministério do Desporto da China advertiu os clubes para os gastos "irresponsáveis".

Na semana passada, a Associação Chinesa de Futebol anunciou a redução do número de jogadores estrangeiros permitidos em campo por equipa de quatro para três.

Empresas chinesas compraram também participações em alguns grandes clubes europeus, como o Atlético de Madrid, os ingleses do Manchester City, ou os 'gigantes' de Milão.

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